outubro 26, 2010

Tic tac, tic tac...

O cenário é lindo!
O som das folhas e dos passáros, da água e das pessoas caminhando; eu chamaria de paz não fosse a solidão que me deixa inquieta a olhar todas as cores da primavera,  estação em que as pessoas estão felizes, felizes porque o sol finalmente surgiu e o céu ganha uma cor inexplicável.
Através dos meus óculos escuros eu, deitada na grama, observo a cor do céu. É azul! Não  vejo exatamente o tom que ele tem porque preciso da proteção dos óculos para olhar para o sol, mas eu sei quais as suas cores, já as vi tantas vezes. 
Deitada aqui continuo a ouvir os sons e imagino o que se passa na cabeça dessas pessoas tão despreocupadas, eu estaria em paz não fosse a falta que você me faz. 
Como as cores do céu que eu já conheço e já vi tantas vezes é a nossa história de amor, eu já sei todos os caminhos, todos os começos e finais, sei até as palavras que você vai usar pra me trazer a paz que sua partida leva, sempre.
Aqui por alguns momentos eu posso me esquecer do tempo, tempo que passa contra a vontade. Uma lágrima cai, já não sei se de tristeza ou de saudade... Não sinto mais dor quando sinto a tua falta, é que já faz tanto tempo.
O tempo, a quanto tempo estou aqui ? as pessoas passam por mim e não podem me ver chorar, o mesmo óculos que uso para me proteger da luz as vezes pertubadora do sol, me protege de certa maneira de me expor a olhares curiosos e as vezes piedosos.
Antes era mais dificil não pensar em você e não era preciso o azul do céu, não era preciso fechar os olhos e o tempo passava vagarosamente quando eu não sabia onde você estava. Hoje me conforta saber que em algum lugar o mesmo céu azul te faz companhia, o mesmo sol te aquece e as mesmas lembranças lhe arrancam uma lágrima vez em quando, se você fechar os olhos e pensar em mim. 
Parei de contar os dias, parei de olhar as horas.
O tempo apaga todas as cores. Todas as lembranças.
Tiiiiiiiic taaaaaac, tiiiiiiiiiiiiic taaaaaaaac,tiiiiiiiic taaaaaac, tiiiiiiiiiiiiic taaaaaaaac, tic tac, tictactictac, tictac tic.. ti.. t...
 
 

outubro 01, 2010

Ecos de saudade.

E então ela fechou os olhos e sentiu aquele cheiro outra vez... Um cheiro de pecado, de amor proibido de perca de sentidos.
Há algo nele que a leva pra tão longe que a volta à realidade se torna quase impossível.
Abre os olhos e ao redor tudo faz lembrar, os sons, os gestos e o sussurar no ouvido das palavras que desde aquele dia ecoam como se nunca antes tivessem sido escutadas, Meu amor... 
Algumas coisas tão íntimas, tão de dois que quase são de um só, a respiração ofegante, o suor e o medo numa sensação que não se explica e não se entende.
Uma sincronia perfeita, tão perfeita que ambos ainda custam a acreditar.
Perderam o juízo, perderam a razão mas ganharam algo que poucas pessoas sentem tão completamente: Felicidade.
Talvez nunca mais se encontrem, nunca mais se beijem e se amem, mas toda vez que qualquer um dos dois fechar os olhos irão sentir o mesmo acelerar de batimentos e o faltar do ar, do chão.
Irão abrir os olhos e ainda continuar sentindo tudo aquilo que o tempo (ou a falta dele) e a distância não conseguem apagar, nem ao menos diminuir. Sufoca, escapa, grita! Ninguém escuta, ninguém vê, ninguém mais sente além dos dois e talvez, daqueles que possam olha-los dentro dos olhos, cujo brilho reflete a alegria das mais doces palavras, ditas apenas uma vez, porém sentidas ainda e quem sabe pra sempre por dois, que por alguns instantes foram um. 
Saiu, fechou a porta e abriu os olhos, vez em quando faz o inverso, fecha os olhos e abre a porta como se de alguma forma aquele momento pudesse voltar, como se as doces palavras pudessem ser repetidas com a mesma intensidade... Meu amor...  

setembro 24, 2010

Tomara

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais..."
Como Eu Quero Viver com Você....o Verdadeiro Amor..que Não Se Desfaz .....

setembro 20, 2010

Na mesa do bar...

Melancolicamente, sentado sozinho em uma mesa de um bar qualquer, peço ao garçom que tenha piedade dos meus olhos cansados de chorar e que entenda o grito de socorro sufocado em mim.
Com a voz cheia de pena, os olhos de quem não acredita no fracasso de pessoa que vê, pacientemente espera até que eu saiba o que pedir:  
-Garçom! Uma dose de esperança por favor!
Não, Não... Me traga um coquetel.
Coloque Esperança e uma gotinha de fé, pensando bem coloca bastante, põe desapego também e só um pouquinho de amor próprio, uma dose de felicidade, só o suficiente para que eu possa sorrir por hoje e se tiver coloca uma de esquecimento também.
Não demore por favor...

setembro 17, 2010

Pessoas felizes não escrevem!

Foi o que afirmou Cristovão Tezza,  pessoas felizes não escrevem! a literatura necessita de pessoas tristes... Continuou dizendo que a tristeza que passamos em nossos textos faz outras pessoas (as que lêem) felizes.
Não quero ser triste, nem quero que percebam essa tristeza em meus versos, quase sempre sem rima e sem métrica alguma, um espelho de minha alma rebelde que tem a forma que quer e muda constantemente.
Não quero minhas frustrações expostas aqui aos olhos de qualquer leitor, mas os quero, quero todos os leitores os felizes e os mais tristes, quero os que me acham ótima cronista apesar de eu não querer ser, eu já disse quero ser poeta! Poeta sim, porque acho que esses trazem sua tristeza e deixam nos leitores uma fagulha de felicidade.
Só quero mesmo é que leiam, que achem bom, muito bom, regular ou horrivel! mas que leiam e quero que de qualquer maneira, mesmo através das minhas tristezas ocultas em um jogo de palavras, quero que elas só tragam alegria e contentamento.
E quero um dia viver da minha literatura, ser poeta e escritora em tempo integral só pra  poder afirmar com toda a certeza que há dentro do meu coração : Pessoas felizes escrevem sim !

setembro 16, 2010

A psicologia insensata do tempo!

O tempo é psicológico e nos está imposto!
Parei de pensar e não vi ele passar, apesar de ainda viver em função do tic tac de um relógio psicológico.
Hora de acordar, trabalhar, estudar e dormir, acho que estou um tanto insana me peguei conversando com uma pia de louça suja.
- Hiiii nem vem! não me olha assim... Estou atrasada, tenho prova hoje e ainda tenho que fazer a minha mala se der tempo ainda vou dar um pulinho no salão dar um jeito nessa sombrancelha.
A louça me olhou como quem diz: Você tem 45 minutos pra tudo isso, corra!
Banho, escolha de roupa, um pó no rosto pra disfarçar o cansaço, um beijo nos filhos, conversa no caminho do ponto de onibus com o marido, estrada...
Prova, uma pausa pro lanche, conversa fiada, aula...
O relógio corre, um amigo pergunta:
-Que dia é hoje?
Respondo:
- Dia 15!
Pausa, um minuto pro meu pensamento divagar...
Dia 15, tá fazendo 60 dias e em voz alta : 
Ééé o tempo voa...
Em segundos eu estava de volta de corpo e mente na aula de língua portuguesa.
Coesão Referencial por repetição do mesmo item lexical, hã?
Dia 15, 2 meses, o tempo passa depressa demais, já é hora de ir!

setembro 10, 2010

Once upon a time...


E o principe virou sapo... Como já era de se esperar.
Foi uma decisão inteiramente dele, talvez eu só tenha demorado a perceber.
Sem mágoa e sem rancor, o brilho dos seus olhos não ofusca mais os meus.
Decepção? Talvez, embora eu já soubesse que todos os príncipes viram sapos mais cedo ou mais tarde.
Outra princesa irá acreditar que pode te transformar no mais belo príncipe com um único beijo de amor, tenho pena dela, você se transformará em sapo outra vez tão logo ela precise de você por perto, justo na hora que ela precisar de apoio, num passe de mágica o encanto se acabará! 
Pluft! O príncipe agora é um sapo!
Eu também não quero mais ser princesa, musa inspiradora quero dormir de camiseta e acordar com a cara inchada, sem príncipes encantados e idealizados pra impressionar.
Não sou princesa mas sou mulher! Você é sapo! vai fugir covardemente no primeiro punhado de sal que te atirarem.
E eles viveram felizes para sempre...

setembro 06, 2010

Conversa com o espelho...

 -Oi, Como você se chama?
-Oi, não sei!
-Não sabe ou não quer falar?
-Não sei!
-Você me parece estar cansado, está caminhando a muito tempo ?  
É estou...
-E está indo pra onde ?
Estou mudando de direção, é só o que sei. Estou sozinho a muito tempo, as pessoas passam, vem e vão, ficam pouco tempo, falam pouca coisa, deixam muito de si aqui. Algumas vezes eu as acompanhei mas o caminho delas nunca me levou a lugar algum, estou sempre de volta aqui numa espécie de jardim de lembranças onde eu estou sempre a me lamentar por ter ido e voltado ao mesmo lugar.
Hoje eu acordei me sentindo estupidamente idiota, por ter cometido tantas  vezes o mesmo erro, por ter tantas vezes seguido pessoas que eu pensava conhecer, nos sonhos delas, nos caminhos delas, nas verdades delas e que não eram as minhas. Então eu decidi que iria mudar de rumo, ir por aquele caminho que elas sempre me disseram para não ir. É o caminho oposto do delas, mas exatamente por isso eu acho que é o meu caminho certo! Sempre fui do contra mesmo, só que a algum tempo tenho me fascinado demais pelo brilho de olhares que me decepcionam.
Eu precisava de um milagre, estava certa disso a tanto tempo, só não sabia onde consegui-lo. Descobri que o milagre tem que vir de mim, então ao descobrir isso eu encontrei o caminho que devo seguir é pra lá que eu estou indo.
- Posso te acompanhar?
Não, desta vez eu irei sozinho! Nós nos encontraremos por ai, cada um no seu caminho.
Vou recomeçar a escrever a minha história e quero que nas entrelinhas esteja eu e apenas eu. 
Meus versos não são espelhos, ninguém mais se verá neles.
Sem meias palavras...
Estou indo embora, adeus. 

setembro 03, 2010

Onde está você agora, além de nos meus pensamentos e nas entrelinhas dos meus versos? Hoje eu quase posso tocar o silêncio e se você ficar bem quietinho...
 vai  me ouvir dizer que te amo.
 psiuuuu...

Lógica infantil...


-Mamãe me conta uma história?
Era uma vez uma linda menina... E ela tinha um baú.
- O que é um baú mamãe?
- É uma caixa, grande de madeira.
Então ... A menina era feliz, mas sempre que ela abria o baú ela ficava triste...
- O que tinha no baú dela?
- Ah! (suspiros) recordações...
- Recor... Recorda... o que mesmo? O que é isso?
- São pequenas histórias que a gente guarda na cabeça e lembra às vezes, ela os guardava no baú.
- E porque ela ficava triste quando abria?
- Vai me deixar acabar a história?
Ela não ficava triste quando abria o baú e sim quando tinha que fechar e deixar todas as suas recordações lá dentro.
- Mas mãe, se as histórias a deixavam triste porque ela as guardava? Não entendo.
Algum tempo em silêncio...
-Ééé, também não sei. Acho que vou contar outra história:
Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho
-Oba!

setembro 01, 2010

Merthiolate...

Tudo o que arde sara mais rápido!
Ouvi isso inúmeras vezes quando criança, sempre que eu voltava para casa com o joelho ou cotovelo ralado ouvia da minha mãe essa frase, seguida claro, do sermão:
_ Você é pior que moleque! Devia ter nascido homem! Olha só esse joelho! Vem cá.
Lá estava minha mãe com o vidro na mão, na época em que Merthiolate era alaranjado e ainda ardia, a gente já chegava em casa chorando.
_Ai mãe, vai arder! e berrava... Consequentemente mais sermão.
Minha mãe sempre passava aquele remédio, era regra merthiolate para os ralados e AAS o famoso melhoral infantil para as febres e dores, tempos depois o cataflan e era tão gostoso ficar com dor de garganta.
O fato é que o merthiolate sempre vinha seguido de um ou dois sopros para não arder tanto e um beijinho, era o pacote completo para toda e qualquer dor; saia correndo minutos depois, não sei se o remédio era melhor antes ou se o carinho da minha mãe era o remédio.
Sei que cresci, tornei-me adulta e cheguei à conclusão que nem tudo o que arde sara mais depressa, aliás nada.
Sinto as minhas feridas abertas, ardendo, doendo. Passar o tal remédio também não ajuda, tenho a impressão que quanto mais o uso, mais visíveis as torno, vai ver devido à coloração alaranjada e, por isso sempre tem alguém tentando assoprar, dar um beijinho para amenizar a dor.
Acontece que por mais que elas ardam, não saram! o que contraria a filosofia da minha mãe, mas ela tinha razão quando dizia que eu deveria ter nascido moleque.
Nasci mulher, sou mãe e já me vi falando para os meus filhos que arde porque está sarando. Meu filho por ser homem, talvez não repasse essa filosofia materna, que existe sim na tentativa de preparar-nos para suportar melhor as dores. Fato é que já os estou fazendo acreditar que se arder vai sarar, o que é a maior ou uma das maiores mentiras que já ouvi. As minhas não se curam e ardem que só.
Decidi, vou chegar em casa, chama-los na sala e dizer:
_ Crianças, Merthiolate não arde e agora é incolor!
Isso talvez nos leve a um longo papo sobre como eram as coisas no meu tempo de criança, mas quem sabe eles aprendam assim que as feridas ardem porque ardem e saram! quando querem...

agosto 20, 2010

Hoje eu estou de portas e janelas fechadas, eu não quero ver o que se passa lá fora... Eu também não quero saber do que se passa aqui, dentro de mim, vou sair do trabalho como costumeiramente às 17:30hs, vou tomar um banho demorado, hoje eu não quero ter pressa, espero que toda essa incerteza se vá com a água do banho, depois vou me dar ao luxo do ócio, só por hoje... Eu não vou ver o jornal e certamente estarei com o celular desligado.

Talvez eu veja um filme, um filme que não seja triste, não mais triste do que estou hoje, vou me deitar mais cedo, pediria para minha mãe uma canção de ninar se pudesse, talvez eu repasse alguma em minha mente antes de adormecer como uma maneira de não pensar em mais nada...

Hoje eu não quero sonhar, vou manter as janelas e portas bem fechadas e as luzes apagadas, espero que ninguém me encontre. Amanhã será um novo dia e eu abrirei as janelas, deixarei a luz do sol entrar, mas só por hoje eu quero não pensar em mais nada, estou me sentindo triste, mas é só por hoje.

Big Bang e pah!

Desde que entrei na faculdade estou sendo bombardeada com informações, teorias e visões que antes eu nem imaginava que existissem. Faz pouco mais de um ano e meio, alguns meses e muita coisa está diferente, claro que eu ainda sou a mesma pessoa mas quando eu olho ao redor muita coisa mudou, meus hábitos e os horários, as pessoas que estão por perto, os grupos que eu frequento e tudo o que me satisfazia antes hoje não passa nem perto disso.
Antes, enquanto debruçada na janela meus planos eram ter paz, uma casinha que tivesse a minha cara, um quintal grande o suficiente para que as crianças fizessem barulho e andassem de bicicleta lá fora ao invéz de ao redor da mesa da cozinha; eu tinha horário para almoçar, tinha tempo para ver televisão e não achava as novelas banais, eu nem me importava com o que estava passando no jornal, geralmente ouvia musica enquanto ele passava, eu lia um pouco, mas nunca sobre qualquer assunto, geralmente eram os mesmos livros que chamavam a minha atenção sempre. Ha 5 anos atrás eu sabia o nome de todos os vizinhos da quadra e nao os cumprimentava apenas por educação, eu tinha tempo para sentar na calçada da rua aos domingos ou trocar pratinhos de bolo com a vizinhança; eu colocava meus filhos na cama todos os dias, dava banho, escovava os dentinhos deles e via a minha mãe todos os dias.
Hoje, pra começar, eu não me debruço mais sobre a janela, infelizmente eu não tenho tempo. meus planos são tantos que borbulham em minha cabeça o tempo todo e quando estou em casa tudo o que eu quero é um minuto para descansar, os meus dias passam tão depressa que eu nem me lembro da televisão, novelas então! estão fora do meu universo faz muito tempo e mesmo nas férias, quando me sobra tempo para vê-las, eu as acho previsíveis demais para perder meu tempo; sempre coloco uma música quando estou no trabalho ou estudando, o silêncio não me deixa me concentrar, mas geralmente não a ouço.
Eu leio tanto que as vezes não consigo me lembrar o que foi que li ontem, a faculdade me fez me deparar com mil gêneros diferentes. Não sei quem são os meus vizinhos, vejo a minha mãe a cada 15 dias (quando vejo), falo com ela pelo msn quase todos os dias e ligo pra ela umas 3 vezes por semana de dentro do ônibus na volta da faculdade, acho que esse tempo que perco no percurso casa- faculdade e faculdade- casa são os 80 minutos mais mal aproveitados da minha semana, eu os gastaria lendo se os passageiros não fossem uns completos imbecis fúteis que não calam a boca um segundo e acham que estão fazendo bonito (claro que há excessões).
Meu conceito de casa hoje é muito diferente, quero que ela seja o suficiente perto do trabalho, que seja o suficiente pequena para eu limpa-la em 30 minutos, que tenha varal dentro da lavanderia e que seja o suficiente grande para que as crianças possam correr em volta da mesa, afinal nem paramos em casa para que possam aproveitar o quintal enorme, principalmente na hora de limpar e cortar a grama.
Eu não tenho mais como colocar meus filhos na cama todos os dias, geralmente quando eu chego já estão deitados, não me sinto mal por isso, mesmo já deitados e mesmo sendo tão tarde eles estão todos os dias esperando por meu beijo de boa noite, eles tem que tomar banho sozinhos, escovar os dentes e pra minha sorte são totalmente independentes dos pais o que me deixa de certo ponto orgulhosa, não quero ter que separar a roupa que vão vestir e decidir tudo por eles. Não me sinto menos mãe por isso, não me sinto mal, não tenho nenhum tipo de remorso porque eu sei que tudo o que eu faço é mais por eles que por mim, espero que com todo esse meu esforço, com toda essa minha correria, eu possa dizer a eles menos "nãos" no futuro.
Não preciso nem dizer que não me sento mais na calçada por falta de tempo, não caminho mais pela rua nas tardes de domingo e que não sei quem são os meus vizinhos, os cumprimento por educação quando por acaso os encontro entre uma saida e uma chegada, e bolo... rsrsrs quando quero preciso ir ao mercado, já que o tempo para fazer é curto e não tenho mais as vizinhas que sempre me traziam um tipo diferente ( e disso eu sinto falta), não dos bolos feitos mas da cumplicidade, da amizade e de saber que sempre que eu precisasse era só sair na porta e chamar por cima do muro, quantas vezes durante a madrugada, uma apareceu oferecendo ajuda com o bebê que não parava de chorar.
Mas dentre os prós e contras que a vida acadêmica me trouxe, o que mais me incomoda é ter passado a ser analista demais, pricipalmente no que diz respeito a minha fé. Hoje eu me questiono sobre a possibilidade da existencia de um Deus que claro, para as teorias que me foram apresentadas não fazem sentido, mas será que faz mais sentido termos vindos do macaco ? ou de uma grande explosão ? insensato por insensato eu ainda prefiro sim, acreditar em um ser superior que "controla" toda a humanidade, pra mim ainda faz mais sentido. Por um momento eu tive dúvidas, por algum tempo eu acreditei na lógica das teorias cientificas, é claro que eu não acredito em um Deus como o que me foi apresentado, um Deus que traz consigo um livro de "boas maneiras" e 10 regras de boa convivência, criadas em um momento onde era propício, provávelmente em um contexto onde alguém não conseguia colocar ordem na macacada.
Eu acredito em um Deus que eu sinto presente, eu luto todos os dias para ter fé; não me importa onde é que ele está, não me importa céu ou inferno, sabe o que me importa ? é saber que enquanto eu acreditar eu sempre serei uma pessoa melhor, eu sempre farei o melhor para o meu próximo, não preciso andar com a biblia embaixo do braço e dizer meu Deus meu Deus... E quer saber o que não faz mesmo sentido ? é termos vindo pra esse mundo, vivermos pouco mais de 80 anos e "pah" morremos e só... Tem que haver algo a mais, deve haver um propósito.
Ontem, antes de adormecer eu levei um papo com Deus, se eu o sinto ele existe e ponto! nessa conversa contei pra ele a minha frustração em questionar tanto a minha própria fé (claro que eu sei que ele já conhece as minhas angústias), não me lembro onde parei nessa "conversa", eu diria mais um monólogo, pois adormeci antes que me desse conta. Quer saber, ninguém precisa me provar que Deus existe, porque eu o sinto! eu te desafio a me convencer de que ele não existe e explicar com a lógica de todas as teorias a existência das coisas concretas, aquelas que você vê e toca... Só não me diga para acreditar que eu sou uma evolução de uma macaquinha qualquer, aliás nunca soube de onde vieram os primeiros macacos...

agosto 04, 2010

O vazio das tardes do mês de agosto.

Sempre que chove eu sinto um vazio imenso dentro de mim, é como se me faltasse alguma coisa que eu nunca descobri, sempre gostei do inverno, do frio e do aconchego dos dias frios mas as tardes de agosto sempre me trazem uma melancolia inexplicável.
Os dias chuvosos só me trazem saudade de alguma coisa que ficou lá atrás e que as vezes surge, impiedosa, faz o coração parar por um segundo, mas as tardes secas de agosto me remetem sempre ao mesmo momento e a chuva fina me faz lembrar você, é sempre como um caminho que eu já passei muitas vezes e eu revivo e revejo como se passasse um filme em minha memória, o coração ainda pára meio que tropeça como quem se recusa bater.
Não gosto do mês de agosto mas ele sempre passa depressa e ainda bem, também não gosto dos dias frios e chuvosos e não gosto de lembrar você sempre que olho lá fora. Como se fosse necessário olhar a chuva fina para sentir esse vazio que nunca se preenche mas é que nas tardes chuvosas e frias o coração quase pára, as palavras quase não saem e as lágrimas tornam-se incontroláveis. Talvez o sol me aqueça o espirito e o azul do céu preenche um espaço que mantêm-se vazio em tardes como as de hoje quando eu olho para o lado e, por um momento me remete a impressão de que vou te ver ali, parado dizendo como o dia está estranho.
Acabei de olhar lá fora, o dia está estranho, cinza e frio... Eu não gosto de dias chuvosos, eu não gosto das tardes de agosto, elas me rementem a uma lembrança e a um vazio que eu não controlo.
O coração quase que pára, tropeça e volta a bater ...
Ainda estou sentindo o vento frio, está chovendo fino eu não gosto de dias chuvosos eles fazem eu sentir meu coração quase parar...
Eu não gosto das tardes de agosto.

julho 17, 2010

Algumas palavras...

Nunca desejei nada que pudesse perder, sempre tive muito medo de perder as coisas que eu pensava possuir, hoje sei que na verdade a gente nunca possui nada, as coisas e as pessoas vem e vão diáriamente, algumas delas nos pertencem por alguns instantes, outras passam despercebidas ao nosso olhar sempre apressado demais.
Aos 15 anos eu pensava que a vida era longa o bastante para fazermos tudo o que tinhamos vontade, hoje aos 25 percebo que os últimos 10 anos passaram sem que eu os notasse, provavelmente aos 50 terei a nítida impressão de não ter vivido o suficiente. Claro, para uma mulher (embora ainda não me sinta assim) de 25 anos eu tenho muitas conquistas, me casei e tenho filhos, amigos passaram aos montes, alguns deles para a vida toda, outros para os momentos de nostalgia ao lembrar do colégio e das baladas, empregos, idas e vindas, ilusões e desilusões. Também nos últimos 10 anos eu senti a dor de perder alguém para a morte, a inevitável morte, que simplismente chega, em um dia ensolarado ou em uma noite fria e alguém pega o telefone ou bate à tua porta para lhe dizer que lamenta a tua perda e você nunca está preparado para ouvir que nunca mais verá o sorriso daquele ente que você tanto amava, mas que, provavelmente,você nunca o disse isso.
Acho que foi a essa altura que eu passei a evitar desejar algo que eu pudesse perder, possivelmente foi aqui também que passei a viver pela metade, não sei lidar com despedidas e tenho medo de aceitar que aquilo que eu tanto amei irá embora levado pela morte ou pelas circunstâncias da vida que como eu disse antes, é feita de idas e vindas, chegadas e partidas.
Nunca soube expressar o amor que sinto, sempre preferi ser calada, pouco riso e poucas amizades, e sempre me senti muito sozinha, mesmo rodeada de gente, mesmo depois dos filhos e das coisas que eu tanto desejei. É um vazio que está sempre presente, se é que é possivel notar a presença do vazio e senti-lo, na verdade acho que ele é mais uma ausência que uma presença constante.
As vezes sinto que não realizei nada, que deixei a desejar nas coisas que tentei realizar, olho para trás e ainda me pergunto, como foi que eu cheguei até aqui? Não é permitido voltar, essa é a única regra e como algumas vezes eu desejei voltar e fazer diferente, desejei ter pego o telefone e ligado para alguém e dito: Caso eu ou você morramos amanhã, saiba que eu te amo, desejei ter dado risada das piadas sem graça de alguém, desejei voltar no tempo e pensar mais uma vez antes de tomar uma atitude, eu já quis poder acordar alguém no caixão e dizer me perdoa eu sempre gostei de você, apesar do meu orgulho, já quis ter feito escolhas erradas só pra saber se eu fiz mesmo a certa, poder testar uma decisão e voltar atrás sem machucar ninguém, sem que ninguém notasse e apesar de não ser muito da minha personalidade algumas vezes eu quis passar despercebida pela vida. Já desejei que existisse mesmo um céu onde as pessoas fiquem depois que partem e que elas pudessem ver que, apesar de eu nunca chorar, eu sinto a falta delas e eu as amei com toda a minha alma, alma muda, calada que não diz eu te amo.
Hoje, meu desejo é que eu pudesse desaparecer sem deixar vestigios, sem deixar na vida de ninguém um vazio, desaparecer como se eu não tivesse existido, hoje eu desejei não desejar nada, não amar nada nem ninguém, desejei não ter te conhecido, não ter visto teu sorriso e nem o brilho dos teus olhos para que ao partir sua ausência não se tornasse uma presença constante em mim, desejei não lembrar teu nome, não sentir que você não está aqui.
Por um instante, só por um momento eu quis voltar, te olhar, sorrir para você como uma desconhecida e não parar, te dar a alegria do meu sorriso e partir sem conhecer a doçura dos teus olhos e o conforto de não em sentir sozinha sabendo que você está ali, hoje pela manhã eu quis ir embora com você, sentar ao teu lado debaixo de uma árvore qualquer e contar estrelas a ´noite, sentir a brisa passar, mas não é possível eu sair despercebida sem fazer alguém triste.
Só não diga que eu não desejei o suficiente.

maio 24, 2010

Em tempos de copa do mundo ! Vistamos a camisa brasileira, com orgulho!

Estamos a anos luz do acesso à cultura, infelizmente, aqui, temos o que podemos chamar de cultura elitizada.

Ontem, no teatro municipal em Campo Mourão, aconteceu o show Pouca vogal, e como eu gostaria de ter ido... Claro estudante paga meia, um precinho acessível, a mixaria de 40,00 reais e eu como sou casada multiplico tudo por dois, logo 80,00 reais apenas nas entradas, sem calcular a despesa com combustível já que moro a 30 km de lá.
Não é dificil saber porque as "músicas" sem conteúdo nenhum como funk, pagode e aquilo que eles insistem em chamar de sertanejo, e diga-se de passagem é um injúria se comparado ao sertanejo da época dos meus pais e avós, serem cada vez mais aprecidas! Tá na boca do povão, que não tem dinheiro para ir a um show de boa qualidade, mas os forrós e bailes funks estão sempre lotados. Óbvio, lá não se cobra 40,0 reais a meia entrada e quer saber lá nem querem saber se você é estudante ou não, esse tipo de incentivo não faz mesmo o tipo da cultura que se apóia nesse país.
Longe de mim fazer crítica ao governo, até porque de politica e de "politicagem" eu tão pouco entendo. Mas viva o bolsa familia, vale gás e o diabo a quatro!!! E por que não VIVA A PIRATARIA!; afinal quantos podem se dar ao luxo de pagar 12,00 reais na entrada do cinema ? Ah... em Campo Mourão é R$ 5,00 a meia entrada se você for estudante ou funcionário da coamo, pena mesmo é você ter a dura missão de escolher entre uma única opção em cartaz!!! Até porque está ai outra coisa que estamos a anos luz: AS ESTRÉIAS .... Teatro então ... Que piada!
E por ai vai... Os showzinhos mais ou menos, os filmes de má qualidade que nem estreiaram no cinema ainda, são 4 por R$ 10,00, você assiste com a familia e depois empresta para os amigos vizinhos e toda a parentalha..
A minha indignação não é com que os compra ou com quem os vende, afinal estes estão levando o leitinho para os filhos, certo? qual a diferença se eles gritassem no calçadão: Olha a maconha 4 por 10,00 reais só na minha mão; Minha indignação é com quem NADA faz para mudar essa hilariante realidade de "fome zero" e "cultura zero" e, claro, DEDICAÇÃO ZERO também. fazendo um trocadilho bem xinfrinho, sabem como eu me sinto? Um zero à esquerda.... De mãos atadas vendo meus filhos crescendo e achando normal a exibição de filmes piratas nas escolas, também quem compra os originais? sem falar no tal do "Rebolation". Enquanto eu que literalmente rebole para pagar os impostos de um filme original que correspondem a mais ou menos 35,00 reais cada título; Olha mais uma piada! Se eu não pagasse tanto imposto poderia ter ido ao show do pouca vogal ontem.
Mas em tempos de copa do mundo eu vou parando por aqui afinal, onde está meu amor à pátria ? Vou comprar uma bandeira do Brasil, das mais baratas mesmo! daquelas vindas do Paraguai, sem impostos e, colocar na minha janela.

maio 22, 2010

Escolhas

Estive pensando, é mesmo bom que tenhamos livre arbítrio? Se não tivessemos de escolher ou este ou aquele,doce ou salgado, preto ou azul.... E se tudo na vida nos viesse imposto? E se não soubessemos da possibilidade de escolher??

Alguns diriam que seriamos infelizes e insatisfeitos; Não acho! É não acho mesmo, quem não conhece o sabor da liberdade tem medo dela...
A vida seria mais fácil se viéssemos com um manual de instruções que contivesse as regras a serem seguidas para um bom funcionamento. É sim, tipo uma máquina de lavar; Não se deve desprender a mangueira ou ela simplismente recusa-se a funcionar, acende uma luz vermelha e lá vai você ler o manual para descobrir o que fez de errado, tão simples você não seguiu as regras do fabricante.
Imagine só: Eu decido matar aula para sair com as amigas, tão imediatamente se acende uma luz vermelha e só volta a normalidade quando eu retorno à sala de aula, devido a minha programação nesse horário eu não posso sair de lá! Cómico eu sei, mas até que seria mais fácil. É como com a máquina de lavar, problema meu se quero desprender a bendita da mangueira, não vai funcionar assim, diz o fabricante.
 assim seguiriamos a vida"programada", sem muitas surpresas, basta que leiamos as insruçoes e pronto!
Esse negócio de poder escolher não dá certo, a gente nunca está satisfeito. Quero doce e não salgado, quero quente e não gelado... E ai fica sempre aquela dúvida e se eu escolher errado?
Poderia ser mais simples então, poderiamos ter liberdade de escolha por um periodo de testes e se não estivesse bom, escolheriamos tudo outra vez... Sei que você está pensando que essa liberdade existe, e eu concordo, mas não livre de culpas, de arrependimentos. Se escolho errado tenho que arcar com as consequências das minhas escolhas.
Tem horas que eu gostaria mesmo de ter as minhas ações pré-estabelecidas sem poder contesta-lás, Mas ai outros "se's" iriam surgir e me pertubar.
Não quero ter que escolher, mas não sei se quero que façam isso por mim... Talvez fosse mais fácil se tivessemos menos opções no nosso "eixo de seleção" ou se algumas peças pudessem ser combinadas sem problemas, ou sem causar estranheza. Mas quer saber, tudo bem o livre arbítrio existe e embora possa parecer contraditório problema meu se eu decido combinar saia verde e blusa laranja com lindos sapatos roxos. Desde que eu aceite as consequências das minhas escolhas, e esse é o único "defeito" do livre arbítrio...

maio 11, 2010

Mãe...

Ao ler o post do amigo Jadi no blog Observância eu revivi a minha infância... E nem faz tanto tempo assim, mas parece que a gente esquece, sei lá uma espécie de baú que não se mexe porque tem muito pó! Muitas vezes vi mamãe ajoelhada clamando a Deus por um pouco mais de resistência pra suportar a vida tão dura e difícil, me identifiquei com a historia dele, papai também viajava muito e quando não estava viajando trabalhava tanto que mal tinha tempo pra nós. Lembro-me dos sacrifícios deles, de tudo como se realmente tivesse sido ontem.
Poucas vezes também eu vi meus pais irem à igreja apesar de sua fé indiscutível, só não sei dizer em que momento eu perdi a minha capacidade de crer sem ver, sem tocar... E como diz o amigo Jadi "como faz falta" ...
As dificuldades não acabaram, mas comparando com aquele tempo está tudo muito melhor, mamãe ainda continua crendo que Deus sempre proverá... E eu também, apesar de as vezes (na maioria das vezes) não merecer.
Talvez o maior ensinamento de minha mãe tenha sido esse "Acredite em Deus".
Aprendi, depois que me tornei mãe, qual o verdadeiro valor das noites em claro, das horas de joelhos, das preces intermináveis para que os filhos não tenham mais cólicas, para que a febre baixe, para que não se tenha mais reclamações da direção da escola ( e nisso minha mãe tem muita experiência) depois para que não ande em má companhia, que não namore escondido, que chegue em casa cedo ou que pelo menos chegue em casa. Infelizmente eu só aprendi a dar valor na minha mãe depois que tive os meus filhos e felizmente antes que eu a perdesse...


maio 06, 2010

E se eu fechar os olhos ainda posso te ver... O brilho do olhar e a voz suave.
Me lembro bem, eu já te conhecia, mas naquela tarde de maio, e as vezes eu penso que nem foi naquela tarde, eu já te amava a tanto tempo.
Mas naquele dia seus olhos brilhavam mais, a sua voz tinha um tom que enfeitiçava e as palavras que você dizia me tiravam o chão, a paz, o ar... Será que você não vê menina ?
Sim eu via, mas não queria estar certa de que aquilo estava mesmo acontecendo, amores impossiveis de acontecer, mas porque impossivel se estava ali bem diante de mim? e Junto com as palavras, com o chão e o ar eu perdi também o juízo e certamente você também.
Naquele inverno nada parecia triste ou cinzento, naquele inverno nada estava frio e todos os amores eram possiveis...
Planos e enganos... existem amores eternos ? Eternos enquanto duram, e quanto duram ? O suficiente para deixar marcas inapagáveis, então hoje quando eu fecho meus olhos, e mesmo de olhos abertos eu ainda te vejo, me olhando, tocando meu rosto, sorrindo de um jeito que eu nunca mais vi, ainda sinto o teu perfume, as músicas cantaralodas ao pé do ouvido e as cartas que juravam um amor sem fim.... Não existe amores sem fim, fato.
Aquele inverno passou e junto com os ventos frios de agosto, setembro uma nova realidade... Impossível!!! Impossível viver com você, impossível viver sem você, agora eu já tinha certeza que te amava o suficiente para enfrentrar o inverno ainda que frio e a primavera ainda que não tão florida e todos os verões e outonos por mais dificeis que pudessem ser, mas eu tinha certeza também que te amava tanto, a ponto de nunca querer te ver sofrer, e eu vi... Não foi minha intenção e a cada lágrima tua eu sentia uma punhalada no peito.
E outubro chegou, um adeus mudo deixou no ar aquilo que não queriamos aceitar. Separados enfim ? Nossos corpos se encontraram outras vezes mas agora os dias passavam cada vez mais depressa e a falta que você fazia torturava. O tempo passou e tanto tempo depois ainda me pego pensando em você, naquele sorriso bobo, as músicas que fazem parte de uma história.
Eu ainda te procuro em meio a multidão, eu ainda te vejo nos rostos desconhecidos eu ainda sinto teu cheiro e penso em você todas as noites de antes de pegar no sono.
Nossas almas na verdade nunca se separaram, e nossos corações nunca aceitaram a distância que se impôs, se impôs pela impossibilidade, pela falta de coragem por amar demais, mas nunca por falta de amor.
E foi por amor que eu tentei sair da tua vida, foi por amor que eu tentei tirar você da minha vida e foi por amor que eu não consegui...
E naquele outubro, naquele adeus sem palavras, apenas sentido pelos dois e por mais ninguém, eles quiseram nunca mais amar...
E outros maios vieram... outros invernos tristes e frios e depois outros agostos e outubros.
E de fato ela nunca mais amou... Ninguém!!!!

março 26, 2009

Deus...


Deus... Eu sei que eu ando meio desaparecida, perdão estive andado muito ocupada com meu egoismo e com a minha autosuficiencia, mas o senhor em toda a tua bondade nunca deixa de provar a mim o seu amor, basta olhar ao meu redor,olhar além do que os meus olhos querem ver e eu vejo além dos meus problemas. Deus hoje eu pude ver as tuas bençãos em minha vida, pude ver a minha ingratidão e aqui estou mais uma vez, senhor eu não quero lhe pedir nada, quero que saiba que desaprendi a rezar, então vamos bater um papinho assim meio informal, Deus quero te agradecer em primeiro lugar pela saúde, pela minha sim com certeza, mas em primeiro lugar dos meus filhos, obrigada por eu ter um trabalho, um lar.
Deus eu preciso de ti, preciso te sentir em meu coração eu quero voltar a crer que sempre estarás comigo... Eu preciso de paz, de coragem pra continuar, de uma luz no meu caminho...


Deus olha pra mim ....