Definitivamente, eu não os vi crescer.
As vezes ainda lembro dos nove meses de enjoo, das câimbras noturnas e todas essas dores suportáveis que ser mãe nos traz.
Outro dia fui surpreendida com a noticia do "namoro", pra minha surpresa ele ainda me diz:
Eu já tenho NOVE anos! (jura? nove? )
Descobri que não sei nada sobre ser mãe.
Todos os dias, no mesmo horário, eu faço o prato dos dois e coloco à mesa.
Todos os dias Maria Clara se levanta e troca a colher por um garfo. Ela ainda não me disse que aprendeu a usar garfo, eu ainda acho que ela pode furar a boca, ela é desastrada feito eu.
O fato é que ela não quer me desapontar eu acho, então levanta quietinha ela mesma e faz a troca, eu finjo não perceber.
Não sei por quanto tempo poderei ignorar o fato de que eles cresceram, crescem todos os dias e eu ainda não sei como ser mãe
setembro 29, 2011
setembro 20, 2011
Amor próprio, modo de usar ?
Às minhas amigas bandidas
Não há nada mais ridículo que ficar olhando para o telefone esperando que ele toque, ficar olhando pra porta, esperando vê-lo entrar então...
Sentadas naquele bar, mudas, as três sabiam bem o que passava na cabeça uma da outra, ainda que até o momento a conversa pouco tinha fluído. Vamos combinar que ao som daquelas músicas ficava difícil não calar.
Conversávamos com o olhar, esperando que a outra desse início à conversa.
-Meu suco está demorando...
-É foram plantar as laranjas...
-Beba um Chopp com a gente!
-Não, to tomando remédio.
Vez ou outra o celular tocava, era mensagem e os olhos dela brilhavam... Eu podia sentir o cheiro do pavor dela em descobrir o que ele escrevera desta vez.
Homem é um ser estranho, depois dizem que nós quem somos complicadas, de qualquer forma estava divertido formular respostas para as mensagens idiotas que chegavam. Ele é bom também nas respostas, isso dá raiva.
Incrível como podemos antecipar os pensamentos uma da outra, talvez vocês não entendam, mas tem coisas que são desnecessárias dizer.
Sem perceber já estávamos dando conselhos, hoje era eu a "pés no chão", então sob efeito do álcool (que nunca precisa ser muito), elas divagavam sobre como é frustrante o amor próprio, que sempre que se faz o que se "deve", fica com gosto amargo na boca, como se pudesse ter sido diferente e que no fundo o que elas querem mesmo é o cara errado, a topada na porta, o partir do coração. Assim sofreriam com a certeza que tinham vivido o que desejavam.
Eu discordei completamente, disse que amor próprio nunca fez mal a ninguém, que elas deveriam aprender a usar também e que algumas cenas eram patéticas... Eu dando esse conselho era uma dessas cenas, patéticas...
Decidi então que escreveria um texto no dia seguinte, "Amor próprio, modo de usar". Descobri que eu também não sei.
A noite termina em risos, vídeos (que sumiram do meu computador por sinal), como é bom saber que vocês estão ali, sempre perto, é bom saber que não preciso confiar-lhes os meus segredos, vocês me apoiam. Como é bom dividir um edredom, uma barra de chocolate, uma garrafa de vinho barato, parte de uma vida, uma história.
Aprender juntas a amar mais, a amar direito.
setembro 04, 2011
Outro Setembro...
Setembro chegou. Tão bom deixar agosto pra trás, com ele todos os medos e agonias. Agora é esperar a primavera, suas cores e perfumes, tenho a sensação de que o verão virá mais quente, que o sol brilhará e que os próximos dias terão céu azul. Percebeu como o céu está bonito hoje?
Você Percebeu que agosto se foi? E que nós ficamos lá atrás, em um agosto qualquer? Um desgosto qualquer...
O que nos separa é muito mais que uma estação, o que nos esfria é mais que o rigoroso inverno. Entende? Não existe nós, talvez nem tenha existido um dia, você entende o que eu tento lhe dizer? O amor passou, como todos os invernos, passa, vai... Não deixa marcas eternas... Quem disse que amor é pra sempre? Será que não foi amor?
Será que foi o azul do céu? A melancolia de agosto? Ou será que o amor era leve demais, frágil demais, pequeno demais e os ventos fortes do mês de agosto o levou pra longe de nós???
Setembro me trouxe desta vez o desejo por novas paixões...
agosto 18, 2011
Na janela das lembranças...
Ela está aprendendo a andar de bicicleta...
- Mamãe, olha, o papai tirou as rodinhas da minha "Bici"!
Me diz ela eufórica... Saio na janela, para olhar e na grama ela tenta descer o imenso quintal, equilibrando-se, desequilibrando-se ...
Coloca os pés no chão, tenta mais uma vez, certificando-se de que estou observando a sua grande conquista.
- A avó da Bianca ( a coleguinha da esquina) disse pra eu fazer assim ó:
Me mostrava...
Colocava os pezinhos no chão e ia empurrandinho em solavancos a bicicleta.
Eu então, fiquei ali na janela lembrando o dia em que ganhei a minha primeira bicicleta.
Em épocas muito difíceis, meu pai trabalhava em dois empregos, minha mãe costurava para fora, passava dias e noites naquela máquina de costura, morávamos em Curitiba, eu tinha uns 10 anos.
Lembro da cena, eles saindo de casa e não quiseram nos levar, havia um shopping a algumas quadras de casa era um shopping popular, íamos sempre lá.
Algum tempo depois meu pai volta sozinho, entra no quarto e pega alguma coisa que eu não identifiquei , sai outra vez. Voltaram com uma expressão de contentamento algum tempo depois, ele e minha mãe.
Era uma bicicleta linda, pink, com cestinha....
Era o sonho de qualquer menina na época.
Para o meu irmão trouxe as peças para montar uma bicicletinha usada que estava encostada lá no quintal.
Na época não me dei conta do sacrifício que fizeram, anos mais tarde sempre os ouvia contar, que entraram na loja, perguntaram o preço, eu me lembro o valor R$ 126,00 e era muito dinheiro naquela época, época em que não se tinha a facilidade de crédito que se tem hoje. O vendedor não fez questão de parcelar, conta minha mãe que saíram da loja e ele os chamou de volta. Por isso ele voltou em casa sozinho, pegar o holerite cujo salário, mais o que ele conseguia pintando casas e arrumando telhados, mais todas as costuras da minha mãe somavam uma quantia que satisfez aquele vendedor naquele dia.
Não me lembro em quantas parcelas ele comprou, certamente ele se lembra... Mas coisa que nunca esqueço foi aquela cena, meu pai subindo as escadas com aquele sorriso de satisfação.
O meu pai está longe da perfeição, mas sem sombra de dúvidas os erros e acertos dele fez de mim o que sou hoje. Das lições que aprendi com ele, além claro de andar de bicicleta ou patins, duas eu considero essenciais: Ter fé e dar valor ao pouco que se tem.
Quanto a Maria Clara, continuou lá.... (des)equilibrando-se e tendo a sua primeira lição de persistência.
julho 25, 2011
Entre acertos e erros, voltas e (re)voltas.
Agora era tarde, o que estava feito não tinha volta.
Até pensou em se explicar, dizer que foi tola, carente, mas ele não permitia...
Não queria mais uma palavra, trouxe a mala grande e pediu que ela não estivesse lá quando ele voltasse.
Saiu, sentou-se a mesa de um bar qualquer e bebeu, bebeu o quanto pode.
Marina acendeu um cigarro pós o outro, bebeu um resto de vinho que ainda tinha na garrafa, um a um colocou seus livros, cds, roupas e sapatos na mala. Algumas horas para guardar uma vida, algumas bobagens para destruir duas.
Quando ele voltou, ainda estavam lá, Marina e a mala... E como chovia lá fora, era tarde, embriagados, amaram-se e foram ficando.
E assim tudo aos poucos foi ficando como estava. As roupas tiradas da mala, as mágoas colocadas.
Descobriram que o amor é forte, descobriram também que algumas lições não se aprendem nos livros, outras sim. Amor vincit omnia.
julho 18, 2011
As partes do Todo que a gente é.
julho 14, 2011
Diálogos ...
Eu tenho medo da independência dela...
Mamãe posso usar a internet ?
Quando eu cansar pode.
Algum tempo depois...
Já cansou mamãe ?
O que você quer ver aqui Clara ?
Ah eu quero entrar no meu facebook.
Ham ? E desde quando você tem um facebook ?
Desde ontem ueh (com uma naturalidade imensa)
Ah é ? E quem fez pra você ?
Eu ueh, digitei no google ai tava escrito criar uma conta e eu fiz um.
Ah! poof!
Detalhe, ela tem 6 anos.
Mamãe posso usar a internet ?
Quando eu cansar pode.
Algum tempo depois...
Já cansou mamãe ?
O que você quer ver aqui Clara ?
Ah eu quero entrar no meu facebook.
Ham ? E desde quando você tem um facebook ?
Desde ontem ueh (com uma naturalidade imensa)
Ah é ? E quem fez pra você ?
Eu ueh, digitei no google ai tava escrito criar uma conta e eu fiz um.
Ah! poof!
Detalhe, ela tem 6 anos.
julho 06, 2011
Paisagem, passagens, caminhos, solidão...
Havia sol quase todos os dias.
Outros céu nublado, chuva, chuvisco, tempestade, arco-íris...
Havia sempre transito parado, sinal fechado, gente apressada, mãe segurando criança pela mão, onibus lotado, buzina, carro quebrado.
Não precisava sair de casa para que pudesse descrever detalhadamente cada som, cada cor, cada passo.
As flores no caminho, as cores das fachadas...
Hoje o dia estava ensolarado, seu coração ansiava por algo que não compreendia.
Talvez estivesse apenas cansada da regularidade dos dias.
Sol, algumas vezes chuva, olhares furtivos, abraços apressados, beijos roubados. Pareceu-lhe tudo sempre tão igual.
Ou então, estivesse cansada de dividir com o mundo esse cenário diário onde de fato nada era seu.
Caminhava entre a multidão e sentia-se tão só, tão diferente, destoante da paisagem.
O coração desejava paz, boa companhia, simplicidade, tempo...
O coração queria tempo. Era isso! E tempo era uma coisa que ele não tinha para ela, pensou.
Fingia não importar-se em viver assim, onde TUDO e NADA lhe pertenciam...
Mas a verdade era que importava-se sim.
Eu não aceito nada, nem me contento com pouco - eu quero muito, eu quero mais, eu quero tudo!
Caio F.
junho 29, 2011
E isso era tudo...
Ela o amava.
Ele a amava também.
E ainda, que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples. Boa, fácil, assim era. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo.
Caio F.
junho 24, 2011
Mas aí, daqui uns dias.... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer.
Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."
Tati Bernardi
Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."
Tati Bernardi
junho 20, 2011
Os Causos da minha avó...
Nunca fui muito de reclamar da vida, daquilo que eu não tenho e gostaria de ter... Sempre tive essa cara de nojo mesmo e, por isso as pessoas pouco desconfiam dos perrengues que já passei na vida.
Mas não vem ao caso.
Acontece que dia desses, eu estava no hospital ajudando como posso a minha tia que está com o filho internado há 20 dias ou mais, devido um acidente de trânsito, o que também não vem ao caso.
Estavamos eu, ela, minha avó e o primo doente, óbvio. Não me lembro muito bem qual o assunto, sei que a conversa pendeu para o fato de que minha tia estava com fome naquele momento e a moça da cozinha havia retirado o café da manhã, que ela nem tinha tocado porque não sente fome pela manhã.
Então minha avó sugeriu a ela que guardasse sempre as sobras que pudesse na bolsa.
Sempre gostei do modo como a minha avó conta "causos" como ela mesma diz.
Naquele dia ela começou a me contar que certa vez, um dos treze filhos dela estava doente e ela o acompanhou no hospital por 9 dias até que ele veio a falecer.
Então ela me dizia, que todos os dias vinha pela manhã 1 pão cortado ao meio e leite com café, a tarde um pão e meio e leite com café.
Ela dizia :
- Então fia, como eu tinha os outros pequenos, eu comia meio de manhã e colocava na "borsa" a outra metade.
-A tarde eu fazia o mesmo, comia meio e guardava um inteiro. Quando vinha alguém me visitar eu dava a sacolinha pra levar pão "pros pequeno", porque eu sabia que "na casa" não tinha.
-Fazia o mesmo com a Carne que vinha na hora do "armoço" e da janta, a comida eu comia, pois não dava "di levá" mas tudo que eu podia eu guardava pra eles.
Minha tia interrompe nessa hora com um riso e diz:
- Nunca comemos tanto pão! Carne nem sabiamos o que era.
Eu tentei disfarçar a emoção. Pensei em quantas vezes praguejei por não ter isso ou aquilo e me lembrei de que nunca meus filhos passaram por esta situação.
Minha avó é uma mulher muito sábia, muito sofrida e nada que tenhamos passado de necessidade na vida chega perto de tudo o que eu vi ela passar.
Até poucos anos ela morava numa casinha de chão... Não que more em uma casa linda hoje, mas...
Me lembro dela chorando dia de natal por não ter o que comer e dar aos filhos, lembro de quantas vezes iamos eu e minhas tias buscar osso no açougue (doado, claro), para ela fazer sopa. Era o que mais se aproximava de carne... Ou então os passarinhos que meus tios, moleques na época, insistiam em matar.
Se fosse contar essas estórias, passaria dias e certamente não contaria tudo...
Tudo isso para dizer o quanto eu sinto pena de pessoas pequenas que querem ser mais do que são, que se importam apenas com o que podem comprar...
Tudo isso para dizer que sinto muito orgulho da minha avó, das minhas tias e dos meus pais...
Mãe nenhuma merece ver os filhos passar fome....
Mas não vem ao caso.
Acontece que dia desses, eu estava no hospital ajudando como posso a minha tia que está com o filho internado há 20 dias ou mais, devido um acidente de trânsito, o que também não vem ao caso.
Estavamos eu, ela, minha avó e o primo doente, óbvio. Não me lembro muito bem qual o assunto, sei que a conversa pendeu para o fato de que minha tia estava com fome naquele momento e a moça da cozinha havia retirado o café da manhã, que ela nem tinha tocado porque não sente fome pela manhã.
Então minha avó sugeriu a ela que guardasse sempre as sobras que pudesse na bolsa.
Sempre gostei do modo como a minha avó conta "causos" como ela mesma diz.
Naquele dia ela começou a me contar que certa vez, um dos treze filhos dela estava doente e ela o acompanhou no hospital por 9 dias até que ele veio a falecer.
Então ela me dizia, que todos os dias vinha pela manhã 1 pão cortado ao meio e leite com café, a tarde um pão e meio e leite com café.
Ela dizia :
- Então fia, como eu tinha os outros pequenos, eu comia meio de manhã e colocava na "borsa" a outra metade.
-A tarde eu fazia o mesmo, comia meio e guardava um inteiro. Quando vinha alguém me visitar eu dava a sacolinha pra levar pão "pros pequeno", porque eu sabia que "na casa" não tinha.
-Fazia o mesmo com a Carne que vinha na hora do "armoço" e da janta, a comida eu comia, pois não dava "di levá" mas tudo que eu podia eu guardava pra eles.
Minha tia interrompe nessa hora com um riso e diz:
- Nunca comemos tanto pão! Carne nem sabiamos o que era.
Eu tentei disfarçar a emoção. Pensei em quantas vezes praguejei por não ter isso ou aquilo e me lembrei de que nunca meus filhos passaram por esta situação.
Minha avó é uma mulher muito sábia, muito sofrida e nada que tenhamos passado de necessidade na vida chega perto de tudo o que eu vi ela passar.
Até poucos anos ela morava numa casinha de chão... Não que more em uma casa linda hoje, mas...
Me lembro dela chorando dia de natal por não ter o que comer e dar aos filhos, lembro de quantas vezes iamos eu e minhas tias buscar osso no açougue (doado, claro), para ela fazer sopa. Era o que mais se aproximava de carne... Ou então os passarinhos que meus tios, moleques na época, insistiam em matar.
Se fosse contar essas estórias, passaria dias e certamente não contaria tudo...
Tudo isso para dizer o quanto eu sinto pena de pessoas pequenas que querem ser mais do que são, que se importam apenas com o que podem comprar...
Tudo isso para dizer que sinto muito orgulho da minha avó, das minhas tias e dos meus pais...
Mãe nenhuma merece ver os filhos passar fome....
junho 17, 2011
LUTO, SAUDADES ETERNAS...
"É tão estranho, os bons morrem jovens... Assim parece ser, quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais..."
Maior que a Dor de saber que nunca mais verei o seu sorriso, é pensar nas tantas coisas que eu ainda tinha para lhe dizer, nas tantas que eu tinha para aprender, nas tantas que vivemos juntas e não voltam mais.
Maior que a dor de saber que você se foi e eu não lhe disse o quanto lhe amava, é saber que eu tive a chance e nem me lembro as últimas coisas que eu lhe disse.
Mas ainda maior que a dor de perder você, é a felicidade de saber que na última vez que nos vimos, você se despediu de mim com um sorriso lindo, inigualável...
Riu de uma das minhas piadas bobas, você sempre ria...
Eu sempre amarei você, eu sempre me lembrarei do quanto você era debochada, do quanto era única, singular, especial...
Vai nos fazer muita falta, vai deixar muita saudade...
"Vá com os anjos, vá em paz"...
junho 09, 2011
Sobre o bem que faz um olhar...
De qualquer modo, era estranho sentir novamente aquele friozinho na espinha...
E era mais estranho ainda perceber que, depois de tantos anos, tentando meio que à força livrar-se dos fantasmas que assombravam o quarto vazio, resolveu abrir os olhos e enfrentar o medo do escuro... Os fantasmas não estavam mais lá. Olhou embaixo da cama, sacudiu os lençóis, abriu os armários e olhou atrás das cortinas velhas, amareladas pelo tempo... Nada, ninguém. Estava só, ela e o sentimento de liberdade que a tomou no exato momento em que sentiu-se LIVRE para re-amar.
E quem melhor para amar que a si mesma ?
Tratou logo de despir-se do "luto psicológico" e sem medo dos armários e gavetas, colocou seu vestido mais bonito, sentiu-se bela.
Fernanda saiu do quarto vazio e foi viver...
Os fantasmas? Se os encontrar, livre-se deles. Eu não mando lembranças.
P.s: A gente se vê por aí...
junho 08, 2011
junho 06, 2011
Sábado a noite tive mais uma dessas "missões" de ser mãe... Festinha junina da escola, vamos combinar, ninguém merece!!!
Gente de mais, paciencia de menos, enfim...
Além claro, da dancinha dos meus filhos, vestidinhos de caipira, acho graça das professoras todas, vestidas à carater, "dançandinho" lá na frente pra que os aluninhos não se percam, ou até talvez, para que sintam-se menos envengonhados...
Passei a festa toda observando-as e pensando no quanto eu me sentiria envergonhada se estivesse no lugar delas. Acho que a gratificação que elas tem é saber que, até então, a figura do professor é motivo de orgulho, que são tidas como exemplo, tanto nas coreografias, quanto na vida deles, que ainda pensam : Minha professora é o máximo!
Deve ter sido em um momento desses que eu decidi ser professora também.
Gente de mais, paciencia de menos, enfim...
Além claro, da dancinha dos meus filhos, vestidinhos de caipira, acho graça das professoras todas, vestidas à carater, "dançandinho" lá na frente pra que os aluninhos não se percam, ou até talvez, para que sintam-se menos envengonhados...
Passei a festa toda observando-as e pensando no quanto eu me sentiria envergonhada se estivesse no lugar delas. Acho que a gratificação que elas tem é saber que, até então, a figura do professor é motivo de orgulho, que são tidas como exemplo, tanto nas coreografias, quanto na vida deles, que ainda pensam : Minha professora é o máximo!
Deve ter sido em um momento desses que eu decidi ser professora também.
maio 22, 2011
Rede Globo, a gente se vê por aqui... plim plim....
Não tenho o hábito de ver televisão, principalmente aos sábados a noite, mas ontem meu filho quis ver o Zorra total na globo e eu cedi.
Me indignei com a falta de respeito do quadro apresentado por Chico Anisio, (Salomé de Passo fundo). Em um telefonema simulado à presidenta Dilma Roussef a personagem zombou do que ela diz ser a sugestão dos livros do Mec. Não me lembro o diálogo todo mas foi mais ou menos isso:
- Na próxima vez nóis vai, disse.
-Ah! está chocada porque eu disse nóis vai, presidenta? Eu aprendi no livro do mec.
E continuou a zombaria:
Disse que os livros estão influenciando a população a falar errado.
-Não concorda? então recolha os livros antes que acabem de vez com a concordância...
Para piorar o que já não tinha tido graça nenhuma pra mim, ainda disse algo do tipo: Deus não é brasileiro porque se fosse, diria : nóis vai Craudia na rede Grobo, ou algo assim, as palavras foram essas.
Terminou o quadro com um trocadilho imbecil sobre o "bens" do Palocci, frisou que não se tratava de um erro de concordância e sim que estava se referindo aos bens mesmo.
Agora, tem algo destoante nesse quadro! Uma emissora que prega tanto o não preconceito, usa e abusa de temas polêmicos na sua programação, coloca num reality show (de quinta categoria, diga-se de passagem) um ou dois representantes do povão que fala craudia e grobo, pra dar ibope claro! mas colocam. A emissora que tem no MESMO programa um quadro de uma "socialate" que fala creiton e crarete, ah me poupe, isso não influência ??? Já que estamos falando de más influencias penso que deveriam rever alguns conceitos, afinal, infelizmente, as pessoas vêem mais as inutilidades da rede globo do que lêem livros.
Meu pai, minha avó, meu avô falam Craudia. E DAÍ? Ah vou avisá-los para pararem de rezar, Deus não escuta os que não sabem a norma culta da língua portuguesa, ao menos foi isso que deu a entender.
Vou dizer a eles que passem o domingo assistindo Fausto Silva, ele sabe dizer Nós vamos, Claudia e Globo... Ele sabe também ser estúpido e mal educado. Mas tudo bem, pelo menos o português corretíssimo dele serve para que Deus o ouça, afinal tanto tempo com aquele programa inútil no ar...
E depois ainda falam em más influências, é mole ?
maio 18, 2011
A parte que faltava...
Ela prefere a Thaís, isso é fato.
Mas nem por isso eu a amo menos...
Faz parte do que sou, faz parte do melhor que eu posso ser.
Te amo minha bonequinha "maisi linda"
maio 17, 2011
maio 16, 2011
É simples!
O que une duas pessoas tão, mas tão diferentes ?
É o amor, meu amor...
Baixinha e invocada e eu amo tanto S2
Thais Regina
maio 13, 2011
Nostalgia.
E dá uma vontade louca de beijar tua boca e matar meu desejo (...)
Amanheci com essa música na cabeça hoje,
não a ouço há muitos anos.
não a ouço há muitos anos.
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