maio 22, 2011
Rede Globo, a gente se vê por aqui... plim plim....
Não tenho o hábito de ver televisão, principalmente aos sábados a noite, mas ontem meu filho quis ver o Zorra total na globo e eu cedi.
Me indignei com a falta de respeito do quadro apresentado por Chico Anisio, (Salomé de Passo fundo). Em um telefonema simulado à presidenta Dilma Roussef a personagem zombou do que ela diz ser a sugestão dos livros do Mec. Não me lembro o diálogo todo mas foi mais ou menos isso:
- Na próxima vez nóis vai, disse.
-Ah! está chocada porque eu disse nóis vai, presidenta? Eu aprendi no livro do mec.
E continuou a zombaria:
Disse que os livros estão influenciando a população a falar errado.
-Não concorda? então recolha os livros antes que acabem de vez com a concordância...
Para piorar o que já não tinha tido graça nenhuma pra mim, ainda disse algo do tipo: Deus não é brasileiro porque se fosse, diria : nóis vai Craudia na rede Grobo, ou algo assim, as palavras foram essas.
Terminou o quadro com um trocadilho imbecil sobre o "bens" do Palocci, frisou que não se tratava de um erro de concordância e sim que estava se referindo aos bens mesmo.
Agora, tem algo destoante nesse quadro! Uma emissora que prega tanto o não preconceito, usa e abusa de temas polêmicos na sua programação, coloca num reality show (de quinta categoria, diga-se de passagem) um ou dois representantes do povão que fala craudia e grobo, pra dar ibope claro! mas colocam. A emissora que tem no MESMO programa um quadro de uma "socialate" que fala creiton e crarete, ah me poupe, isso não influência ??? Já que estamos falando de más influencias penso que deveriam rever alguns conceitos, afinal, infelizmente, as pessoas vêem mais as inutilidades da rede globo do que lêem livros.
Meu pai, minha avó, meu avô falam Craudia. E DAÍ? Ah vou avisá-los para pararem de rezar, Deus não escuta os que não sabem a norma culta da língua portuguesa, ao menos foi isso que deu a entender.
Vou dizer a eles que passem o domingo assistindo Fausto Silva, ele sabe dizer Nós vamos, Claudia e Globo... Ele sabe também ser estúpido e mal educado. Mas tudo bem, pelo menos o português corretíssimo dele serve para que Deus o ouça, afinal tanto tempo com aquele programa inútil no ar...
E depois ainda falam em más influências, é mole ?
maio 18, 2011
A parte que faltava...
Ela prefere a Thaís, isso é fato.
Mas nem por isso eu a amo menos...
Faz parte do que sou, faz parte do melhor que eu posso ser.
Te amo minha bonequinha "maisi linda"
maio 17, 2011
maio 16, 2011
É simples!
O que une duas pessoas tão, mas tão diferentes ?
É o amor, meu amor...
Baixinha e invocada e eu amo tanto S2
Thais Regina
maio 13, 2011
Nostalgia.
E dá uma vontade louca de beijar tua boca e matar meu desejo (...)
Amanheci com essa música na cabeça hoje,
não a ouço há muitos anos.
não a ouço há muitos anos.
maio 07, 2011
Respostas, você as tem ?
Dizer mais o que?
Ainda há algo que não tenha sido dito durante todo esse tempo? Talvez não fosse hora ainda de mexer nas feridas aparentemente cicatrizadas, pensava enquanto viajava ao som das músicas que traziam tantas lembranças.
A mulher que agora abria e fechava aquela carta num gesto de quem não acreditava em tudo que acabara de ler, não era mais a mesma, no entanto, alguns sentimentos ainda eram e isso ela também não podia negar, como as verdades inegáveis que a carta tanto falava.
As máscaras! Por tanto tempo convivi com elas. Pensava...
Tantas vezes deixou aparentar um contentamento, tantas vezes chorou de madrugada, sentindo-se a pior das criaturas quando desejava que tudo pudesse ser diferente. Quantas vezes acreditou em tudo lhe foi prometido e contentava-se com as cartas assinadas por codinomes, com migalhas de tempo e de amor. Anos de dedicação pra ter em troca as migalhas, anos de sofrimento pra nunca ter recebido uma única carta assinada pelo real nome do remetente! E hoje, outra carta assinada por outro codinome! Mais um? Amor mascarado... Máscaras, Máscaras... Não as quer mais!
Também não poderia negar que amou, que ama, que sente falta dia- pós-dia, que perde o chão ao ve-lo e tudo renasce com uma força inexplicável. Como negar que nunca olhou pra alguém como olhou para ele um dia? Como negar que tão pouco lhe significou tanto?
Mas amor anônimo? Amor de passado? Amor de temporada? Não dá meu caro! Não dá! Ela quer um amor por inteiro, por completo.
Ela quer um amor que faça planos com ela, somente com ela. Um amor que lhe traga a segurança que precisa, a atenção que merece.
Consegue imaginar tudo o que eu senti? Sabe tudo o que tenho sofrido?
Agora chorava...
Por todo esse tempo calou-se para não magoar. Mas nela a mágoa ainda é ferida aberta, o amor também. Estranho sentir o amor como ferida não é? Pois então...
Nada mais é igual. Amor magoado se transforma em algo que só machuca, só dói.
Difícil conviver com as lembranças todas, com os nomes iguais, com os perfumes impregnados na pele, difícil ouvir as mesmas músicas, esquecer as datas e todos os dias 15, foi difícil excluir os endereços eletrônicos, mudar o número dos telefones, mas quer saber o que foi mesmo difícil? Ouvir as histórias e os planos do casal feliz.
Mas ela não era tão orgulhosa, continuou escrevendo os sentimentos todos, era sua fuga. Como sempre, deu o primeiro passo.
Perdeu as contas de quantas centenas de vezes pegou o telefone pra ligar, como gostaria de ter esquecido o número do telefone dele, mas não.
Mas aí, num sábado do mês de maio ele perde o orgulho e ousa perguntar-lhe:
-Posso te ligar?
A pergunta era simples, a resposta não.
A dúvida que se seguiu mostra que nada é mais o mesmo. Os sentimentos, o palpitar do coração, o brilho dos olhos, os números de telefone. E no fundo era melhor que fosse mesmo assim. Aprendeu que quem cala, cala! Somente.
Outrora, o sim seria imediato.
Mas ela também tinha uma pergunta a lhe fazer: Não pode negar que a tenha amado, mas sabe responder se ainda a ama?
Doeu demais em mim o seu adeus, doeu demais o seu partir...
Mas já doeu uma vez!
“Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem.” (Caio F. Abreu)
maio 03, 2011
Os equívocos de minha mãe.
Chegava correndo da rua e entrava gritando:
-Mãeeeeeeeeeeeeeee meu coração tá doendo!
A mãe pacientemente explicou-lhe durante anos que o coração não dói...
Hoje o meu tá doendo mãe, eu juro que tá!
maio 02, 2011
Então, é mais uma vez maio.

Ela conseguia controlar a maioria dos sentimentos, mas a chegada do mês de maio trazia consigo um sentimento incontrolável até para ela que tinha tudo sob controle, até agora. Olhava o telefone na escrivaninha, o porta retratos que sempre traz à tona tudo aquilo que não foi, os livros, os cds, o velho diário com as mesmas estórias rabiscadas, repetia silenciosamente para que algo dentro dela escutasse: O verão vem aí e logo tudo isso vai passar outra vez. Mas sabe que sempre que o inverno se aproxima os sentimentos descontrolam-se, de novo e de novo.
Ainda que os perfumes se desprendam dos casacos e que o tempo apague os detalhes da memória, ainda que o destino mostre sempre o que não poderia ser...
É mês de maio, é tempo de ser sonhador ... (Almir Sater)
abril 13, 2011
Bandidos armados X População vulnerável.
O presidente do Senado Federal, José Sarney, informou no final da manhã do dia 12/04, durante entrevista coletiva à imprensa, que vai propor a realização de plebiscito nacional para que a população brasileira responda: "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?"
O cara está se aproveitando da fragilidade das pessoas devido ao fato ocorrido semana passada no Rio de Janeiro para induzir a população a mudar a decisão tomada no referendo realizado em 2005, no qual 64% responderam “sim” a possibilidade do comércio de armas.
Eu torno a perguntar se essa lei não estaria visando desarmar apenas as pessoas de bem. Votei contra o desarmamento em 2005, continuo sendo contra!
Aliás, acho que agora sim ele está tentando induzir a população ao erro, covardemente, em um momento em que estamos todos perplexos.
E quer saber? acho que ele deveria propor exatamente o contrário. Vamos armar toda a população até os dentes, dar-lhes cursos de defesa pessoal, ensinar-lhes a atirar sem dó nem piedade. Não é isso que os bandidos fazem ?
Sou muito mais a favor de armar os professores, os alunos, enfim, toda a população! assim ao menos estaríamos lutando de igual para igual.
Quem vê pensa que bandido compra arma no comércio legalizado... Acho isso uma tremenda de uma perda de tempo, isso sim.
Não ao desarmamento!
Uma metralhadora, saber como utilizá-la e um coletes à prova de balas deveriam ser ferramentas de trabalho dos professores daqui por diante. Ao menos poderíamos tentar intimidar gente como o maldito Welligton.
abril 07, 2011
Eu não quero mais!
Hoje quando liguei a TV pela manhã, me deparei com a noticia incessante de que um "homem", se assim poderia ser chamado, entrou na escola atirando e matou 12 crianças, sei lá mais quantas feridas, sem contar as feridas emocionalmente, as mães desesperadas no portão da escola. Ainda meio sonolenta foram necessários alguns segundos para que eu digerisse a informação, no entanto, não precisou de muito para o café da manhã tornar-se indigesto.
Tenho dois filhos na escola, confio quando os deixo lá.
Eu não quero mais os mandar para a escola, para longe da minha proteção, ainda que eu saiba que nem sempre ela será suficiente.
Eu não quero mais ser professora também.
abril 06, 2011
março 24, 2011
(...) E onde quer que eu vá.
Esta é a história da primeira e última vez que me apaixonei, pelo mais lindo, fascinante e complicado homem que habita minha alma. Eu tenho certeza que você vai me deixar amanhã, então, eu vou te dizer enquanto ainda dá tempo, se a gente estiver junto ou não, você sempre vai ser o amor da minha vida. E a única pessoa que eu sempre vou invejar, vai ser aquela que tem seu coração. Porque eu sempre acreditarei que é meu destino ser essa pessoa.
Se a gente nunca mais se ver de novo, e você estiver por aí andando e sentir uma certa presença ao seu lado, serei eu. Te amando... A onde quer que eu esteja.
TRECHO ADAPTADO DO FILME IRONIAS DO AMOR....
março 12, 2011
Sobre o tormento das cores do céu, dos olhos, da saudade.
Não há como observar o azul do céu do mês de março e não lembrar dos olhos seus. Olhos que não são azuis, mas que me trazem a mesma paz que sinto com a chegada da minha estação favorita do ano.
Olhar para o céu me traz a sensação que que em algum lugar você também o observa e, consequentemente, se lembra dos olhos meus, não azuis também...
Em algum momento nossos olhos, um no outro, nos trouxeram a paz que precisavamos, partirmos e agora as lembranças nos trazem o tormento que não queriamos, a saudade que não suportamos.
Mas olhar o céu mais azul das tardes de março me traz você de volta e me faz crer, mais uma vez, que em algum momento o amor que vinha dos seus olhos castanhos foi mesmo verdadeiramente grande.
Suficientemente grande para te fazer lembrar dos meus olhos "não azuis" sem precisar do azul do céu, nem de motivo algum, lembrar só pra sentir de novo um pouco daquela paz, suficientemente grande para suportar o tormento do céu que se acinzenta quando a tristeza vem.
"Não esqueça que eu te amo e por amor te deixo ir"...
março 07, 2011
Sobre esta época do ano (...)
Todos os anos, com a proximidade dos dias mais frios, eu pego um dia para organizar o guarda roupas, (sim você leu direito, eu só faço isso duas vezes ao ano, inverno e verão!). E nem é assim algo que se possa chamar de organização, mas no corre corre diário eu preciso de agilidade, então, roupas meia estação à direita, de verão à esquerda e... Ah vamos combinar que esse lance de ser organizada é um saco! E se as roupas não desmoronam sobre mim ao abrir as portas, vejam que avanço! Separa-las por cores está mesmo fora de cogitação.
Enfim, encontrei algumas peças que estava procurando há meses... E outras que eu não queria ter encontrado,como aquele casaco preto, lembro-me bem da última vez que o usei e guardei-o lá, na esperança que o perfume não se desprendesse dele.
Constatei ao cheira-lo que o tempo realmente apaga as marcas e os cheiros muito depressa. E que algumas vezes é preciso fazer um esforço enorme para recordar dos detalhes de algum dia bom, outras vezes, um simples casaco preto trás à tona tantas lembranças.
Pensei em coloca-lo na sacola de doações, certamente faria alguém feliz e aquecido, mas minha situação financeira não me permite o capricho de me desfazer de algo simplesmente porque me traz más lembranças.
Dobrei-o delicadamente, como quem acaricia alguém que não vê há muito tempo, e depois de me certificar que de fato o único cheiro nele era o de roupa guardada, coloquei-o ali, nem à direita, nem à esquerda... Algumas coisas merecem um lugar especial.
E também, em pouquíssimos dias eu não saberia mais onde ele está mesmo! Sabe como é... organização não é o meu forte!
março 03, 2011
Fragmentos de um amor.
E então os corredores tornaram-se tão vazios, não tinha mais aqueles batimentos acelerados à espera de te ver passar, todos os espaços foram ocupados por outras pessoas.
Exceto um.
fevereiro 28, 2011
FELIZ, ser ou sentir-se(R)?
Fraquejou por inúmeras vezes. Voltou atrás, quebrou promessas feitas a si mesma, perdeu o orgulho e o controle.
Um dia acordou gostando de si mesma. Teve coragem então para sair da prisão psicológica a qual ela mesma havia se trancado.
Agora sentia-se forte, mas o silêncio sempre fora sua maior fraqueza.
Outrora quebraria-o com uma sequência conhecida de oito dígitos, porém, naquele dia o silêncio fora quebrado por um riso.
Um riso que ironizava a fragilidade de antes, ruidos de um riso de quem sabe o que quer, um riso livre, de felicidade.
fevereiro 22, 2011
Amor de carnaval...
(...)Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
.
.
Infinito enquanto dure...
.
Essa “eternidade” do amor pode durar uma vida toda, ou não mais do que algumas meras horas de encantamento e de prazer, quem sabe um mês ou dois, um ano ou dez... O que conta não é a duração, mas a intensidade do sentimento, já dizia o poeta. É a sua autenticidade. São as marcas deixadas, que nos acompanham enquanto vivermos.
E foi num carnaval qualquer...
Há onze carnavais...
E depois desse nenhum outro fora igual.
Devagar e de mãos dadas,
Caminharemos pela vida, percorrendo a mesma estrada.
E não que algo tenha sido fácil, mas saber que você está ali... Ah... a segurança de saber que você está ali... E saber que com você vale a pena, que por você vale a pena!
E quem disse que amor de carnaval não dura ?
E quem disse que amar é fácil ? E que conviver é fácil ?
E quem se importa com o que dizem ?
Não sabemos conviver bem nem com os nossos próprios defeitos, apontamos com louvor os alheios. E amar, meu bem, é bem mais que duas escovas de dentes juntas no armário do banheiro, amar é o acordar e o adormecer ao lado de alguém que não é uma extensão de você, que não é você, que por mais que tenham afinidades, não pensa exatamente como você. E aqui vale a pena dizer, que amar é ceder! E quem no mundo cederia por mim mais que você ?
É que com você vale a pena!
É que você acredita nos meus sonhos, viaja nos meus planos mais insanos e me coloca outra vez em órbita, quando fascinada, vou ao mundo da lua.
É que você segura minha mão pra dormir, você coloca a mão na minha perna enquanto dirige, você canta mal pra caramba! já te falei isso tantas outras vezes! É péssimo com as palavras e bom demais com números.
Dois opostos que se completam... Seus pés no chão e minha cabeça nas nuvens.
É que você há 11 anos me chama de gatinha sempre quando me atende ao telefone(espero que não seja por ter esquecido meu nome).
E diz que me ama todos os dias antes de sair pra trabalhar.
É porque você é o amor da minha vida! é porque não poderia ser mais ninguém, é porque eu descobri que você me completa, que você me satisfaz. Que seu amor me basta. É porque sua mão segurando a minha me acalma e a sua tranquilidade traz paz à minha euforia.
(...)" Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou"(...)
C.F.A
É que , apesar dos meus medos, você é o meu porto seguro.
É que eu te amo!
(...)Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena(...)
Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar.
(C.F.A)
Me pega e leva
Porque eu te amo
Andei fugindo mas estou aqui
Derretido, sentimental
Porque deixar de amar não é normal
Não se desama dando um mero tchau
Seja como for
Mas seja sempre o meu amor perpétuo
Onde estiver esteja
Onde está
Meu peito aberto
(Peito aberto- Kid Abelha)
fevereiro 18, 2011
Ao som de Maria Bethânia
Com o olhar perdido no vazio de uma noite qualquer... Dei a desculpa de observar o céu e as estrelas, na verdade eu apenas queria um instante para poder pensar em você...
É tão estranho como os dias tem passado depressa, é tão estranho como eu tenho me dado conta do quanto eu tenho te esquecido. Não queria que fosse assim, eu não queria ...
Imersa em recordações, por um instante eu me permiti sentir saudade de você. Vinha controlando tanto os sentimentos. Tão fria, tão distante...
Hoje queria ouvir sua voz trêmula, rouca, cantando uma canção qualquer...
Love of my life, you've hurt me
You've broken my heart, now you leave me.
Love of my life can't you see...
pra embalar a noite linda, de céu estrelado... pra embalar minha saudade.
Pra não permitir que o tempo apague o seu riso da minha memória, pra não deixar os dias passarem e com eles o que restou, lembranças, nada mais...
Eu sei que vou chorar a tua falta toda vez que eu respirar.
fevereiro 09, 2011
Sobre as angústias da alma(...)
Uma noite vazia como nenhuma outra, às vezes esse vazio toma conta, mas não me lembro de te-lo sentido tão presente nos últimos dois meses. Fim de férias, vésperas de mais um aniversário, sempre fico depressiva às vésperas de completar mais um ano. Quase 30... Tenho pensado muito nisso nesses últimos dias. Certamente não é esse o motivo da angústia, apesar de eu querer que fosse.
O que eu chamo de bloqueio criativo (e claro, não é uma expressão criada por mim), nada mais é do que um não querer escrever sobre as mesmas coisas, repetir as mesmas palavras e frases, deixar implícita a insegurança que habita em mim. E assim uso palavras alheias para dizer o já dito tantas vezes.
Através do vidro embaçado da minha janela vejo a solidão da rua, chove, é madrugada de uma terça-feira. A sensação que tenho é que não importa quantos invernos eu atravesse, não importa quantos e-mails eu deixe de escrever, nem mesmo quantas vezes eu mude o numero do telefone, suma do mapa, evite confrontos, mude a meu play list para rock and roll... Parece-me tudo em vão, todo e qualquer esforço para tirar da cabeça o que está impregnado na alma.
Juro, tenho tentando trabalhar, tenho ocupado o tempo com planos, eu tenho até sonhado ultimamente, coisa que há algum tempo evitava fazer. Sabe como sou, não gosto de destruir meus castelos, apesar de ter uma facilidade imensa em criá-los, mas tenho sentido o vazio das tardes do mês de agosto. Já te falei que não gosto do mês de agosto? Chove demais, venta demais, não é inverno nem verão e inicio de primavera é tão melancólico, até gosto das flores, mas confesso que esperar por elas é angustiante.
Sabe quando você fica muitos anos sem falar com alguém muito especial? E as vezes por mais especial que a pessoa seja, os dias passam e você não encontra tempo para uma ligação de 10 minutos? Aí quando você cria coragem e liga parece que os assuntos já não são mais importantes, os planos não são mais comuns, os amigos, as novidades, não são mais interessantes para ambos e o telefonema que durava horas não passa muito de um: oi quanto tempo... como vai?, até logo.
Sinto-me assim, escrevendo para alguém que não tem mais nada em comum comigo, partilhamos de algumas boas lembranças, o que não garante que sejam as mesmas. E só.
Mas quando chove eu ainda vejo o seu rosto, entre os pingos e o céu nublado. É triste eu sei, mas as melhores lembranças que tenho são de dias assim com céu carregado, com chuva fina.
Desfiz-me das lembranças todas, apaguei as musicas, as cartas, os vínculos... Acabei com quase tudo de material que havia, exceto aquela foto sua. Um sorriso que eu só vi naquele agosto, um brilho nos olhos de quem tem esperança de dias melhores ...
“E o que vai ficar na fotografia, são os laços invisíveis que havia”... (Leoni)
Desculpe a pretensão mas a sensação que tenho é que o melhor de você apenas eu vi, como aquele sorriso, naquela fotografia.
Espero que o sol apareça amanhã e que não toque aquela musica no rádio, assim não tenho desculpas para lembrar do teu riso.
E a minha alma chorará baixinho, inconformada com a tua ausência...
Nunca vou te esquecer
Para sempre e todo o sempre
Eu sempre vou amar você.
janeiro 31, 2011
Separação.
Para Thais.
Sentados a mesa durante o jantar Fernanda quebrou aquele silêncio desconcertante e foi logo dizendo:
- Não está dando certo! você nunca está aqui, vive viajando, pensei que pudesse lidar com essa situação, mas não posso!
Com o passar dos anos eles foram se tornando estranhos sob o mesmo teto, é verdade... Pensou Jhonas, que ainda tentou argumentar.
- Mas eu...
Em vão! Fer passara os últimos 30 dias (tempo que durou a ultima viagem dele) ensaiando o que diria. Estava decidida.
Colocou as coisas dele uma a uma dentro da enorme mala, Jhonas permaneceu sentado na poltrona da sala, fumando um cigarro atrás do outro. Sabia o quanto a fumaça a irritava, mas agora também, pouco importava agradá-la
- Ah! todos esses anos e depois ir embora num sábado qualquer às duas da madrugada... Quando foi que o amor acabou e deu espaço à rotina ?
Pensava entre um cigarro e um copo de uísque e nem sabia se concordava mesmo com isso.
A garrafa de uísque estava no fim...
- Fer...
- Oi .
- Posso levar essa foto ?
- Qual ?
- Essa sobre a mesa, foi na nossa festa de casamento.
- É, eu sei, pode! leva a foto, deixa o porta retratos, ganhei de presente.
- É, eu sei. Comprei-o na nossa viagem de lua de mel.
E o silencio continuou tomando conta dos dois... Tinham muito a dizer mas optaram por calar e não dar margem a possíveis palavras erradas.
- O que aconteceu ?
- Com o que ?
- Com a Fer e o Jhonas dessa foto ?
perguntou ele sem saber mesmo onde estavam os dois de 8 anos atrás.
- Foram por caminhos diferentes.
Respondeu suspirando.
-Que pena...
E o silencio volta a reinar por longos minutos.
- Fer...
- Ham.
- Os cigarros acabaram, o uísque também.
- Hum hum...
- Bom, ninguém mais vai te incomodar com a fumaça.
-Espero que não.
(De fato ela odiava o senso de humor dele)
Sem dar espaço pro silencio ele decide tentar conversar.
- Fer...
- Oi...
- Deixa eu tentar outra vez?
- A mala está pronta. Chamei um táxi pra você, já chegou.
Despediram-se, um tanto embaraçados... Sem acreditar que era realmente um até nunca mais.
Como pode alguém sair da vida do outro levando apenas uma mala? Roupas, planos e sonhos embolados...
Ia pegando as chaves mas ela o lembrou de que não precisaria mais delas.
Saiu...
Fernanda ficou imóvel na sala, não chorou.
Olhou ao redor e sentiu o mesmo vazio dos últimos meses.
- Ele já não estava mais aqui mesmo.
Pensou.
O táxi parado no portão...
-Pra onde senhor ?
Perguntou o motorista já prevendo a resposta ou a falta dela.
- Espere...
Como se ela pudesse se arrepender e voltar atrás. O que não aconteceu.
- Vamos...
Ligou então o motor.
- Jhonas ! espere.
O rosto dele ilumino-se e o coração encheu-se de esperança.
- Oi...
Falou já descendo do carro.
- A foto! você esqueceu de pegar.
- Ah é mesmo, que cabeça a minha.
Pelo retrovisor o motorista a viu parada no meio da rua até que dobrou a esquina, Jhonas com os olhos fixos na fotografia não viu.
- Senhor... pra onde vamos ?
Diante o silencio ficou dando voltas na cidade vazia. Estava acostumado com separações...
E era justamente o que Jhonas estava pensando.
Você diz que tudo terminou
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais
Qualquer um pode ver
Que só terminou pra você
São só palavras teço, ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto,um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos
E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver
Só terminou pra você
Só terminou pra você
.(Os Barcos - Legião Urbana)
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