junho 17, 2011

LUTO, SAUDADES ETERNAS...


"É tão estranho, os bons morrem jovens... Assim parece ser, quando me lembro de você, que acabou indo embora cedo demais..."



Maior que a Dor de saber que nunca mais verei o seu sorriso, é pensar nas tantas coisas que eu ainda tinha para lhe dizer, nas tantas que eu tinha para aprender, nas tantas que vivemos juntas e não voltam mais.
Maior que a dor de saber que você se foi e eu não lhe disse o quanto lhe amava, é saber que eu tive a chance e nem me lembro as últimas coisas que eu lhe disse.
Mas ainda maior que a dor de perder você, é a felicidade de saber que na última vez que nos vimos, você se despediu de mim com um sorriso lindo, inigualável...
Riu de uma das minhas piadas bobas, você sempre ria...
Eu sempre amarei você, eu sempre me lembrarei do quanto você era debochada, do quanto era única, singular, especial...
Vai nos fazer muita falta, vai deixar muita saudade...
 "Vá com os anjos, vá em paz"...   

junho 09, 2011

Sobre o bem que faz um olhar...


De qualquer modo, era estranho sentir novamente aquele friozinho na espinha...
E era mais estranho ainda perceber que, depois de tantos anos, tentando meio que  à força livrar-se dos fantasmas que assombravam o quarto vazio, resolveu abrir os olhos e enfrentar o medo do escuro... Os fantasmas não estavam mais lá. Olhou embaixo da cama, sacudiu os lençóis, abriu os armários e olhou atrás das cortinas velhas, amareladas pelo tempo... Nada, ninguém.  Estava só, ela e o sentimento de liberdade que a tomou no exato momento em que sentiu-se LIVRE para re-amar. 
E quem melhor para amar que a si mesma ?
Tratou logo de despir-se do "luto psicológico" e sem medo dos armários e gavetas, colocou seu vestido mais bonito, sentiu-se bela. 
Fernanda saiu do quarto vazio e foi viver... 
Os fantasmas? Se os encontrar, livre-se deles. Eu não mando lembranças.

P.s: A gente se vê por aí...   

junho 08, 2011

"Seja como for, continuo gostando muito de você - da mesma forma -, você está quase sempre perto de mim, quase sempre presente em memórias, lembranças, estórias que conto às vezes, saudade..."
C.F.A 

junho 06, 2011

Sábado a noite tive mais uma dessas "missões" de ser mãe... Festinha junina da escola, vamos combinar, ninguém merece!!!
Gente de mais, paciencia de menos, enfim...
Além claro, da dancinha dos meus filhos, vestidinhos de caipira, acho graça das professoras todas, vestidas à carater, "dançandinho" lá na frente pra que os aluninhos não se percam, ou até talvez, para que sintam-se menos envengonhados...
Passei a festa toda observando-as e pensando no quanto eu me sentiria envergonhada se estivesse no lugar delas. Acho que a gratificação que elas tem é saber que, até então, a figura do professor é motivo de orgulho, que são tidas como exemplo, tanto nas coreografias, quanto na vida deles, que ainda pensam : Minha professora é o máximo!
Deve ter sido em um momento desses que eu decidi ser professora também.

maio 22, 2011

Rede Globo, a gente se vê por aqui... plim plim....



Não tenho o hábito de ver televisão, principalmente aos sábados a noite, mas ontem meu filho quis ver o Zorra total na globo e eu cedi.


Me indignei com a falta de respeito do quadro apresentado por Chico Anisio, (Salomé de Passo fundo). Em um telefonema simulado à presidenta Dilma Roussef a personagem zombou do que ela diz ser a sugestão dos livros do Mec. Não me lembro o diálogo todo mas foi mais ou menos isso:

- Na próxima vez nóis vai, disse.

-Ah! está chocada porque eu disse nóis vai, presidenta? Eu aprendi no livro do mec.

E continuou a zombaria:

Disse que os livros estão influenciando a população a falar errado.

-Não concorda? então recolha os livros antes que acabem de vez com a concordância...

Para piorar o que já não tinha tido graça nenhuma pra mim, ainda disse algo do tipo: Deus não é brasileiro porque se fosse, diria : nóis vai Craudia na rede Grobo, ou algo assim, as palavras foram essas.

Terminou o quadro com um trocadilho imbecil sobre o "bens" do Palocci, frisou que não se tratava de um erro de concordância e sim que estava se referindo aos bens mesmo.

Agora, tem algo destoante nesse quadro! Uma emissora que prega tanto o não preconceito, usa e abusa de temas polêmicos na sua programação, coloca num reality show (de quinta categoria, diga-se de passagem) um ou dois representantes do povão que fala craudia e grobo, pra dar ibope claro! mas colocam. A emissora que tem no MESMO programa um quadro de uma "socialate" que fala creiton e crarete, ah me poupe, isso não influência ??? Já que estamos falando de más influencias penso que deveriam rever alguns conceitos, afinal, infelizmente, as pessoas vêem mais as inutilidades da rede globo do que lêem livros.

Meu pai, minha avó, meu avô falam Craudia. E DAÍ? Ah vou avisá-los para pararem de rezar, Deus não escuta os que não sabem a norma culta da língua portuguesa, ao menos foi isso que deu a entender.

Vou dizer a eles que passem o domingo assistindo Fausto Silva, ele sabe dizer Nós vamos, Claudia e Globo... Ele sabe também ser estúpido e mal educado. Mas tudo bem, pelo menos o português corretíssimo dele serve para que Deus o ouça, afinal tanto tempo com aquele programa inútil no ar...

E depois ainda falam em más influências, é mole ?

maio 18, 2011

A parte que faltava...

Ela prefere a Thaís, isso é fato.
Mas nem por isso eu a amo menos...
Faz parte do que sou, faz parte do melhor que eu posso ser.
Te amo minha bonequinha "maisi linda"

maio 17, 2011

Todo mundo tem....

Um lado normal (...) Eu sou o dela.

Amo ¹²³

maio 16, 2011

É simples!

O que une duas pessoas tão, mas tão diferentes ? 
É o amor, meu amor...
Baixinha e invocada e eu amo tanto S2
Thais Regina

maio 13, 2011

Nostalgia.

E dá uma vontade louca de beijar tua boca e matar meu desejo (...) 




Amanheci com essa música na cabeça hoje, 
não a ouço há muitos anos.

maio 07, 2011

Respostas, você as tem ?


Dizer mais o que?
Ainda há algo que não tenha sido dito durante todo esse tempo? Talvez não fosse hora ainda de mexer nas feridas aparentemente cicatrizadas, pensava enquanto viajava ao som das músicas que traziam tantas lembranças.
A mulher que agora abria e fechava aquela carta num gesto de quem não acreditava em tudo que acabara de ler, não era mais a mesma, no entanto, alguns sentimentos ainda eram e isso ela também não podia negar, como as verdades inegáveis que a carta tanto falava.
As máscaras! Por tanto tempo convivi com elas. Pensava...
Tantas vezes deixou aparentar um contentamento, tantas vezes chorou de madrugada, sentindo-se a pior das criaturas quando desejava que tudo pudesse ser diferente. Quantas vezes acreditou em tudo lhe foi prometido e  contentava-se com as cartas assinadas por codinomes, com migalhas de tempo e de amor. Anos de dedicação pra ter em troca as migalhas, anos de sofrimento pra nunca ter recebido uma única carta assinada pelo real nome do remetente! E hoje, outra carta assinada por outro codinome!  Mais um? Amor mascarado... Máscaras, Máscaras... Não as quer mais!
Também não poderia negar que amou, que ama, que sente falta dia- pós-dia, que perde o chão ao ve-lo e tudo renasce com uma força inexplicável. Como negar que nunca olhou pra alguém como olhou para ele um dia? Como negar que tão pouco lhe significou tanto? 
Mas amor anônimo? Amor de passado? Amor de temporada? Não dá meu caro! Não dá! Ela quer um amor por inteiro, por completo.
Ela quer um amor que faça planos com ela, somente com ela. Um amor que lhe traga a segurança que precisa, a atenção que merece.
 Consegue imaginar tudo o que eu senti? Sabe tudo o que tenho sofrido?
Agora chorava...
 Por todo esse tempo calou-se para não magoar. Mas nela a mágoa ainda é ferida aberta, o amor também. Estranho sentir o amor como ferida não é? Pois então...
Nada mais é igual. Amor magoado se transforma em algo que só machuca, só dói.
Difícil conviver com as lembranças todas, com os nomes iguais, com os perfumes impregnados na pele, difícil ouvir as mesmas músicas, esquecer as datas e todos os dias 15, foi difícil excluir os endereços eletrônicos, mudar o número dos telefones, mas quer saber o que foi mesmo difícil? Ouvir as histórias e os planos do casal feliz.
Mas ela não era tão orgulhosa, continuou escrevendo os sentimentos todos, era sua fuga. Como sempre, deu o primeiro passo.
Perdeu as contas de quantas centenas de vezes pegou o telefone pra ligar, como gostaria de ter esquecido o número do telefone dele, mas não.
Mas aí, num sábado do mês de maio ele perde o orgulho e ousa perguntar-lhe:
-Posso te ligar?
A pergunta era simples, a resposta não.
A dúvida que se seguiu mostra que nada é mais o mesmo. Os sentimentos, o palpitar do coração, o brilho dos olhos, os números de telefone. E no fundo era melhor que fosse mesmo assim. Aprendeu que quem cala, cala! Somente.
 Outrora, o sim seria imediato.
Mas ela também tinha uma pergunta a lhe fazer: Não pode negar que a tenha amado, mas sabe responder se ainda a ama?
Doeu demais em mim o seu adeus, doeu demais o seu partir...
Mas já doeu uma vez!
“Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem.” (Caio F. Abreu)


maio 03, 2011

Os equívocos de minha mãe.



Chegava correndo da rua e entrava gritando:
-Mãeeeeeeeeeeeeeee meu coração tá doendo!
 A mãe pacientemente explicou-lhe durante anos que o coração não dói...
Hoje o meu tá doendo mãe, eu juro que tá!

maio 02, 2011

Então, é mais uma vez maio.



Ela conseguia controlar a maioria dos sentimentos,  mas a chegada do mês de  maio trazia consigo um sentimento incontrolável até para ela que tinha tudo sob controle, até agora. Olhava o telefone na escrivaninha, o porta retratos que sempre traz à tona tudo aquilo que não foi, os livros, os cds, o velho diário com as mesmas estórias rabiscadas, repetia silenciosamente para que algo dentro dela escutasse: O verão vem aí e logo tudo isso vai passar outra vez. Mas sabe que sempre que o inverno se aproxima os sentimentos descontrolam-se,  de novo e de novo.
Ainda que os perfumes se desprendam dos casacos e que o tempo apague os detalhes da memória, ainda que o destino mostre sempre o que não poderia ser... 
É mês de maio, é tempo de ser sonhador ... (Almir Sater)   

abril 13, 2011

Bandidos armados X População vulnerável.



O presidente do Senado Federal, José Sarney, informou no final da manhã do dia 12/04, durante entrevista coletiva à imprensa, que vai propor  a realização de plebiscito nacional para que a população brasileira responda: "O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?"
O cara está se aproveitando da fragilidade das pessoas devido ao fato ocorrido semana passada no Rio de Janeiro para induzir a população a mudar a decisão tomada no referendo realizado em 2005, no qual 64% responderam “sim” a possibilidade do comércio de armas.
Eu torno a perguntar se essa lei não estaria visando desarmar apenas as pessoas de bem. Votei contra o desarmamento em 2005, continuo sendo contra!
Aliás, acho que agora sim ele está tentando induzir a população ao erro, covardemente, em um momento em que estamos todos perplexos.
E quer saber? acho que ele deveria propor exatamente o contrário. Vamos armar toda a população até os dentes, dar-lhes cursos de defesa pessoal, ensinar-lhes a atirar sem dó nem piedade. Não é isso que os bandidos fazem ?
Sou muito mais a favor de armar os professores, os alunos, enfim, toda a população! assim ao menos estaríamos lutando de igual para igual. 
Quem vê pensa que bandido compra arma no comércio legalizado... Acho isso uma tremenda de uma perda de tempo, isso sim. 
Não ao desarmamento!
 Uma metralhadora, saber como utilizá-la e um coletes à prova de balas deveriam ser ferramentas de trabalho dos professores daqui por diante. Ao menos poderíamos tentar intimidar gente como o maldito Welligton.  

abril 07, 2011

Eu não quero mais!



Hoje quando liguei a TV pela manhã, me deparei com a noticia incessante de que um "homem", se assim poderia ser chamado, entrou na escola atirando e matou 12 crianças,  sei lá mais quantas feridas, sem contar as feridas emocionalmente, as mães desesperadas no portão da escola. Ainda meio sonolenta foram necessários alguns segundos para que eu digerisse a informação, no entanto, não precisou de muito para o café da manhã tornar-se indigesto.
Tenho dois filhos na escola, confio quando os deixo lá. 
Eu não quero mais os mandar para a escola, para longe da minha proteção, ainda que eu saiba que nem sempre ela será suficiente.
Eu não quero mais ser professora também.   

abril 06, 2011

A definição mais linda que já ouvi de saudade :
"Vontade de ver de novo, de reviver, de ter a pessoa perto só mais uma vez."
Por prof° Neil.

março 24, 2011

(...) E onde quer que eu vá.


Esta é a história da primeira e última vez que me apaixonei, pelo mais lindo, fascinante e complicado homem que habita minha alma. Eu tenho certeza que você vai me deixar amanhã, então, eu vou te dizer enquanto ainda dá tempo, se a gente estiver junto ou não, você sempre vai ser o amor da minha vida. E a única pessoa que eu sempre vou invejar, vai ser aquela que tem seu coração. Porque eu sempre acreditarei que é meu destino ser essa pessoa.



Se a gente nunca mais se ver de novo, e você estiver por aí andando e sentir uma certa presença ao seu lado, serei eu. Te amando... A onde quer que eu esteja.




TRECHO ADAPTADO DO FILME IRONIAS DO AMOR....

março 12, 2011

Sobre o tormento das cores do céu, dos olhos, da saudade.


Não há como observar o azul do céu do mês de março e não lembrar dos olhos seus. Olhos que não são azuis, mas que me trazem a mesma paz que sinto com a chegada da minha estação favorita do ano.
 Olhar para o céu me traz a sensação que que em algum lugar você também o observa e, consequentemente, se lembra dos olhos meus, não azuis também...
Em algum momento nossos olhos, um no outro, nos trouxeram a paz que precisavamos, partirmos e agora as lembranças nos trazem o tormento que não queriamos, a saudade que não suportamos. 
Mas olhar o céu mais azul das tardes de março me traz você de volta e me faz crer, mais uma vez, que em algum momento o amor que vinha dos seus olhos castanhos foi  mesmo verdadeiramente grande.
Suficientemente grande para te fazer lembrar dos meus olhos "não azuis" sem precisar do azul do céu, nem de motivo algum, lembrar só pra sentir de novo um pouco daquela paz, suficientemente grande para suportar o tormento do céu que se acinzenta quando a tristeza vem. 

"Não esqueça que eu te amo e por amor te deixo ir"...

março 07, 2011

Sobre esta época do ano (...)



Todos os anos, com a proximidade dos dias mais frios, eu pego um dia para organizar o guarda roupas, (sim você leu direito, eu só faço isso duas vezes ao ano, inverno e verão!).   E nem é assim algo que se possa chamar de organização, mas no corre corre diário eu preciso de agilidade, então, roupas meia estação à direita, de verão à esquerda e... Ah vamos combinar que esse lance de ser organizada é um saco!  E se as roupas não desmoronam sobre mim ao abrir as portas, vejam que avanço! Separa-las por cores está mesmo fora de cogitação.
Enfim, encontrei algumas peças que estava procurando há meses... E outras que eu não queria ter encontrado,como aquele casaco preto, lembro-me bem da última vez que o usei e guardei-o lá, na esperança que o perfume não se desprendesse dele. 
Constatei ao cheira-lo que o tempo realmente apaga as marcas e os cheiros muito depressa. E que algumas vezes é preciso fazer um esforço enorme para recordar dos detalhes de algum dia bom, outras vezes, um simples casaco preto trás à tona tantas lembranças. 
Pensei em coloca-lo na sacola de doações, certamente faria alguém feliz e aquecido, mas minha situação financeira não me permite o capricho de me desfazer de algo simplesmente porque me traz más lembranças.
Dobrei-o delicadamente, como quem acaricia alguém que não vê há muito tempo, e depois de me certificar que de fato o único cheiro nele era o de roupa guardada, coloquei-o ali, nem à direita, nem à esquerda... Algumas coisas merecem um lugar especial.
E também, em pouquíssimos dias eu não saberia mais onde ele está mesmo! Sabe como é... organização não é o meu forte! 

março 03, 2011

Fragmentos de um amor.

E então os corredores  tornaram-se tão vazios, não tinha mais aqueles batimentos acelerados à espera de te ver passar, todos os espaços foram ocupados por outras pessoas.
 Exceto um.



fevereiro 28, 2011

FELIZ, ser ou sentir-se(R)?


Fraquejou por inúmeras vezes. Voltou atrás, quebrou promessas feitas a si mesma, perdeu o orgulho e o controle.
Um dia acordou gostando de si mesma. Teve coragem então para sair da prisão psicológica a qual ela mesma havia se trancado.
Agora sentia-se forte, mas o silêncio sempre fora sua maior fraqueza.
Outrora quebraria-o com uma sequência conhecida de oito dígitos, porém, naquele dia o silêncio fora quebrado por um riso.
Um riso que ironizava a fragilidade de antes, ruidos de um riso de quem sabe o que quer, um riso livre, de felicidade.